Emissões de dióxido de carbono do setor da eletricidade subiram 13% em 2012

Emissões de dióxido de carbono do setor da eletricidade subiram 13% em 2012

 

Lusa/AO online   Nacional   3 de Jan de 2013, 16:08

As emissões de dióxido de carbono do setor de produção de eletricidade subiram 13% em 2012, devido à maior utilização de carvão, mais barato no mercado internacional, disse a Quercus.

A associação ambientalista e a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) analisaram os dados da REN – Redes Energéticas Nacionais sobre a produção e consumo de energia elétrica em 2012 e a comparação com 2011.

O consumo de energia elétrica baixou 3,6% em 2012, recuando para valores de 2006, num ano marcado pela quebra da produção hidroelétrica, pelo crescimento da produção eólica e da importação de eletricidade.

O comunicado divulgado pela Quercus refere que, "em termos absolutos, foram emitidas mais 2,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono associadas à utilização de carvão, com um aumento de 39% entre 2011 e 2012".

Nas contas finais da produção elétrica, "o aumento foi de 1,6 milhões de toneladas, resultante duma quebra elevada de funcionamento das centrais de ciclo combinado a gás natural", enquanto a utilização de carvão crescia: a central térmica de Sines teve um aumento de 26% e a do Pego de 55%.

A produção total de eletricidade a partir de fontes renováveis baixou 18% em relação a 2011 e, depois de correções relacionadas com a quantidade de chuva, a percentagem de renováveis na produção de eletricidade passa para 52%.

A energia eólica garantiu 20% da produção elétrica e aumentou 11% em relação a 2011.

As associações alertam que a eletricidade de origem fóssil ainda foi a principal forma de produção de eletricidade, com o carvão a representar a maior fatia (de 24%), representando um aumento de 33% face a 2011, ao contrário do gás natural que diminuiu 45%.

Apesar de ter registado um aumento de 32%, a obtenção de eletricidade a partir da energia solar fotovoltaica ainda continua com um peso bastante reduzido, correspondendo apenas a 1% da produção total, e "Portugal não tem potenciado o aproveitamento desta fonte de energia renovável", defende a Quercus.

Segundo os ambientalistas, a produção de eletricidade de origem renovável em regime especial, ou seja, excetuando as grandes hídricas, permitiu poupar 540 milhões de euros na importação de combustíveis fósseis, como gás natural e carvão.

Por outro lado, a energia renovável levou à poupança de 72,4 milhões de euros em licenças de emissão de dióxido de carbono.

Assim, "no total, a produção de eletricidade renovável por produtores independentes permitiu uma poupança de 612 milhões de euros, menos 212 milhões do que em 2011, devido à diminuição do preço do carvão e da tonelada de dióxido de carbono nos mercados internacionais", resumiu a Quercus.

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