Despertador de Hugo Almeida só acordou Leiria no fim do primeiro sono

Despertador de Hugo Almeida só acordou Leiria no fim do primeiro sono

 

Sérgio d'Almeida Soares, da Agência Lusa/AO   Futebol   17 de Nov de 2007, 21:26

O perturbante "gelo" da cidade de Leiria e sobretudo a inércia da selecção portuguesa de futebol obrigaram hoje a adiamento de festa em 42 minutos, tempo que levou Hugo Almeida a abrir caminho para a vitória sobre a Arménia
No penúltimo jogo da fase de qualificação rumo ao "Europeu2008 Áustria e Suíça", a selecção portuguesa entrou adormecida e embalou 22.000 adeptos, obrigando-os a saltaram das bancadas já no fim do primeiro sono e somente fruto do "despertador" Hugo Almeida que, sem aviso, cabeceou para o golo.
O sonoro golo do avançado português acordou a Leiria "adormecida" - foi visionado ao intervalo nos ecrãs gigantes para aquecer a necessitada alma lusitana - e afastou quase por completo o frio, levando-o até outras paragens, e deixando os adeptos prontos para uma segunda parte de insónia total, tal a incerteza do resultado.
Os cachecóis foram novamente erguidos - já o tinham sido no arrepiante momento do hino e particularmente antes do início do jogo, quando Eusébio ofereceu a Cristiano Ronaldo a placa comemorativa da 50ª internacionalização do "menino" da Madeira, Manchester e cada vez mais do Mundo - e as palmas e os gritos de apoio tornaram-se finalmente audíveis e impulsionadores de uma segunda parte mais condizente com a qualidade lusa.
Também se ouviram alguns assobios, sobretudo nos 10 minutos finais e quando a equipa portuguesa, imerecidamente para os adeptos, fazia a contabilidade ao Grupo A e geria a posse de bola, oferecendo-a, às vezes, ao guarda-redes Ricardo.
Os símbolos portugueses e as cores da bandeira lusa predominaram num estádio lotado e pouco habituado a estas andanças, mas vislumbrou-se também, aqui ou ali, a presença mais frenética de alguns apoiantes dos três maiores clubes portugueses ou até dos "longínquos" adeptos do Vitória de Guimarães, figuras representativas do "Berço" de Portugal.
Já antes do início do jogo, nas imediações do estádio e perante o olhar sobranceiro do majestoso Castelo de Leiria, a confiança roçava, contudo, a convicção absoluta.
Dezenas de vendedores ambulantes publicitavam a "apenas cinco euros" os cachecóis lusos que, com as mais variadas alusões, ilustravam sempre os objectivos portugueses.
Ora, se uns destes símbolos da fé lusitana destacavam a data e local do jogo e equipas envolvidas e outros o nome do "rei" Cristiano Ronaldo, todos, mas todos mesmo, sem qualquer tipo de excepção, sublinhavam, sem dúvidas: Portugal - Euro2008.
A vitória abriu caminho para a festa, "desviada" então para quarta-feira no Estádio do Dragão, no Porto, e "bastando", para isso, um empate sobre a Finlândia.
Uma conhecida marca petrolífera, em campanha de marketing, afirma mesmo: "Não paramos até estarmos apurados", prometendo cinco dias 'non-stop' de concertos, música e outros entretenimentos, com meta quase anunciada para quarta-feira, na cidade do Porto.
Falta um ponto.
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