Poupança

DECO recomenda certificados do tesouro, depósitos a prazo e fundos de investimento

DECO recomenda certificados do tesouro, depósitos a prazo e fundos de investimento

 

Lusa/AO online   Economia   29 de Out de 2011, 15:13

Certificados do tesouro, depósitos a prazo e fundos de investimentos são as recomendações de poupança dos técnicos da associação de defesa do consumidor DECO, que desaconselha investir em certificados de aforro, PPR e seguros de capitalização.

“Não recomendamos certificados de aforro neste momento. Têm muito baixo rendimento [2,6 por cento], por isso o conselho é resgatar e transferir a poupança para certificados do tesouro, desde que saiba que não vai resgatar [precisar] o dinheiro nos próximos cinco anos”, disse à Lusa António Ribeiro, técnico da Proteste Investe, uma das publicações da DECO. A associação também já deixou de recomendar os PPR (Planos de Poupança Reforma), devido ao fim dos benefícios fiscais. A DECO recomenda agora uma diferente estratégia de poupança, nomeadamente a pensar na reforma: “Quem tiver menos de 50 anos deve aplicar as poupanças em produtos com um potencial de rendimento superior, apesar de terem maior risco, como fundos de investimento”. Se o capital a aplicar for maior, a associação recomenda que o investimento seja diversificado para uma carteira de fundos ou, estando em causa um capital mais pequeno, aplicar num fundo misto e fazer reforços sempre que possível. “O que não recomendamos é os seguros de capitalização, porque embora sejam produtos para cinco anos ou mais, por causa da vantagem fiscal, no entanto ficam bastante atrás dos certificados do tesouro. Além disso têm comissões, por entrega, por resgate antecipado, e de gestão”, disse António Ribeiro. O técnico da Proteste Investe recomenda, por isso, investir em certificados do tesouro, que têm um rendimento superior aos dos seguros de capitalização e não têm custos. Quanto aos depósitos a médio e longo prazo, o técnico recorda a última edição da Prosteste Investe, uma nova publicação da DECO, que tem um dossier sobre depósitos a prazo. “Encontrámos nesse estudo que publicámos 83 depósitos a prazo, uns de taxa fixa outro variável, alguns dos quais com taxas até sete por cento, mas que na verdade o rendimento efetivo era bastante mais baixo. É preciso ter atenção”, advertiu. Para as poupanças feitas com o objetivo de ter o dinheiro disponível, e com bastante liquidez, a DECO recomenda os depósitos a prazo até um ano, mas adverte para a importância de uma procura pelos melhores produtos. “Um dica importante: Tente negociar a taxa de juro. A maioria dos bancos aceita negociar e podem conseguir-se propostas muito benéficas”, disse, recomendando a realização de reforços na conta sempre que possível.  Os super depósitos, oferecidos mais pelos pequenos bancos para cativar novos clientes, com taxas de juros que chegam a ultrapassar os seis por cento, são também recomendados pela DECO, embora reconhecendo os efeitos negativos que poderá ter a decisão desta semana do Banco de Portugal com o objetivo de tentar travar uma espiral de subida das taxas de juro.


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