Em comunicado, a direção da CCIAH entende que estas posições públicas “assumem particular relevância por confirmarem, de forma inequívoca, diagnósticos e preocupações que temos vindo a assumir de forma consistente, pública e fundamentada ao longo dos últimos anos, alertando para os limites do atual modelo de desenvolvimento regional e para os riscos crescentes associados à sustentabilidade das finanças públicas”.
Para esta associação representativa dos empresários, “num contexto marcado pela escassez de recursos, pela elevada pressão da despesa corrente e pela previsível redução dos fundos comunitários no próximo quadro financeiro europeu, a CCIAH tem defendido que a Região não pode continuar a adiar uma mudança estrutural de paradigma, colocando a economia, a competitividade e a criação de riqueza no centro das decisões públicas”.
Por isso, a CCIAH considera igualmente importante “sublinhar que a fragilidade das contas públicas regionais tende a refletir-se, de forma indireta mas muito concreta, no funcionamento da economia real, designadamente através de atrasos nos pagamentos às empresas, da criação de um clima de maior incerteza e de alguma desconfiança no já frágil tecido empresarial privado, o qual, perante um horizonte pouco previsível, acaba por retrair investimentos que poderiam ser realizados e que são essenciais ao crescimento económico e à criação de emprego”.
Para contrariar este cenário, a CCIAH propõe “a necessidade de recentrar o modelo de desenvolvimento regional na economia privada, reduzindo a excessiva dependência da Região face ao setor público”, bem como “a valorização do investimento produtivo, com especial enfoque nos setores exportadores, inovadores e geradores de valor acrescentado”.
A CCIAH defende ainda “uma política fiscal regional competitiva”; o “reforço da eficiência e racionalidade da Administração Pública”; a “diversificação da base económica regional” e “um modelo de autonomia financeiramente sustentável”.
