Congresso começa com polémica sobre duração dos trabalhos

Congresso  começa com polémica sobre duração dos trabalhos

 

Lusa/AO Online   Nacional   13 de Mar de 2010, 06:56

O XXXII Congresso do PSD, solicitado por 2500 militantes para debater a situação política e alterações estatutárias, começa hoje em Mafra com uma proposta polémica de concentração dos trabalhos num só dia.

A proposta de última hora para suprimir o segundo dia de trabalhos resultou de uma reunião entre o presidente da Mesa do Congresso, Rui Machete, e as quatro candidaturas à liderança do PSD que se apresentaram até este momento - de Passos Coelho, Aguiar-Branco, Paulo Rangel e Castanheira Barros - na sexta feira à tarde.

Esta proposta, que deverá ser submetida a votação hoje no início dos trabalhos, foi criticada pelo ex-presidente do PSD Pedro Santana Lopes, que considerou não ter sido para isso que promoveu o requerimento subscrito por 2500 militantes que impôs a convocação deste congresso extraordinário.

Santana Lopes disse à RTP que está a ponderar a atitude a tomar em reação à diminuição da duração do congresso, acrescentando:"Posso não participar, com franqueza. É neste momento aquilo para que me sinto inclinado".

A informação divulgada à comunicação social foi que tinha havido um consenso entre as quatro candidaturas para alterar a ordem de trabalhos do congresso, passando as alterações estatutárias para a manhã e o debate político para o final do dia, o que poderia reduzir o congresso de dois dias a apenas um.

Passos Coelho confirmou depois que concordava com esta proposta e disse não se recordar de quem tinha partido a ideia.

Na sexta feira à noite, contudo, Mário David, diretor de campanha de Paulo Rangel, criticou a proposta de redução de trabalhos, dizendo que esta tinha sido apresentada por Rui Machete com a justificação de que no domingo poderia haver pouca participação por parte dos delegados.

"As outras candidaturas não querem este congresso", acusou Mário David.

Depois, em conferência de imprensa, foi o próprio Paulo Rangel quem lamentou a intenção de "comprimir os dois dias num só dia", recusando "entrar nesses pormenores" de quem é que sugeriu esta proposta.

Este congresso extraordinário não é eletivo nem servirá para votar moções globais ou setoriais e acontece cinco dias antes do final do prazo para a apresentação de candidaturas à liderança do PSD, que é no dia 19, e duas semanas antes das diretas de 26 de março.

O ex-presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa deixou em aberto a possibilidade de comparecer no congresso de hoje, Luís Filipe Menezes disse estar a contar ir, "em circunstâncias normais", enquanto o presidente do PSD/Madeira, Alberto João Jardim confirmou a sua presença.


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