Centro de Arte Contemporânea dos Açores começa a receber artistas e obras em 2015

Centro de Arte Contemporânea dos Açores começa a receber artistas e obras em 2015

 

Lusa/AO Online   Regional   6 de Dez de 2013, 14:07

O Centro de Arte Contemporânea "Arquipélago" deverá começar a receber os primeiros artistas e obras em 2015 e a intenção do Governo dos Açores é potenciar um equipamento de "artes vivas", colocando-o ao serviço dos criadores de várias áreas.

 

“A obra de construção fica pronta até ao Natal, mas depois há todo o trabalho de interior relacionado com equipamentos e mobiliário e definição dos melhores critérios de utilização deste edifício. Teremos pela frente mais um ano a trabalhar nisto”, disse hoje o secretário regional da Educação, Ciência e Cultura, Luiz Fagundes Duarte, em declarações aos jornalistas.

O secretário regional visitou hoje as obras de construção do “Arquipélago”, que recupera a antiga Fábrica do Álcool da Ribeira Grande, na costa norte da ilha de São Miguel, acrescentando que através dos contributos dos agentes culturais "serão definidos os equipamentos mais adequados" para o espaço que se pretende "um centro de artes vivas".

Com uma área útil de seis mil metros quadrados, a empreitada de construção civil do “Arquipélago” está orçada em cerca de 12 milhões de euros, comparticipado por fundos comunitários, existindo no Plano para 2014 uma ação para o equipamento do edifício.

“Temos o espaço e as condições e agora os artistas, os criativos de todas as ilhas terão oportunidade de utilizar este equipamento para os seus trabalhos”, frisou o governante, considerando que a obra em causa recupera, para fins culturais património e contribui para "animar uma zona da cidade da Ribeira Grande e ao mesmo trará outra centralidade da ilha na perspetiva cultural".

Luíz Fagundes Duarte disse que a intenção é ter "um centro de artes contemporâneas vivo", frisando que no espaço poderão "coexistir várias artes".

O responsável disse que o objetivo é "colocar este edifício ao serviço das mais variadas áreas, não numa perspetiva apenas de museu e sala de exposições, mas também de ateliês de espaço de trabalho. E isto é muito importante, porque muitos dos nossos artistas precisam deste tipo de equipamento. Posteriormente será estudada uma maneira para o gerir de modo a que todos o possam utilizar".

O secretário regional recusou tratar-se de um elefante branco, alegando que "há cada vez mais uma massa crítica de artistas nas mais variadas áreas", desde "música, artes plásticas, bailado ou teatro" que encontrarão no "Arquipélago" um "espaço muito rico".

“Neste edifício poderão coexistir várias artes desde as artes plásticas, às artes de palco, música erudita ou popular, nós temos condições para isto tudo”, disse, lembrando que "existem muitos grupos de teatro, filarmónicas e muitos artistas plásticos, quer da pintura quer da escultura, cinema, ou vídeo".

Além de artistas locais o "Arquipélago" poderá também receber outros que venham de visita à região num regime que será posteriormente definido.

"Ou seja, não haverá ninguém residente, mas temporariamente residente. Pode vir uma companhia de teatro montar uma produção e tem espaço para os ensaios, para os equipamentos e espaço para apresentação ao público", explicou.

Luiz Fagundes Duarte assegurou não há ainda uma equipa diretiva pensada para o espaço, acrescentando que "o modelo de gestão do equipamento será visto posteriormente".


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