Câmara do Comércio de Ponta Delgada preocupada com portos dos Açores

Câmara do Comércio de Ponta Delgada preocupada com portos dos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   27 de Set de 2013, 15:14

A direção da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) manifestou esta sexta-feira preocupação com os portos dos Açores, considerando "inaceitável" que o da cidade tenha as taxas e tarifas "mais caras" do arquipélago.

“É inaceitável e incompreensível que as taxas e tarifas do porto de Ponta Delgada sejam, na sua generalidade, as mais altas dos portos dos Açores”, refere a CCIPD, num comunicado, acrescentando que a preocupação também se estende à gestão de ativos, meios e condições de trabalho.

A CCIPD espera que estas situações sejam alteradas “com a maior urgência”, de modo a “não continuar a penalizar os agentes económicos locais no porto que mais negócio e movimento gera no arquipélago.

Para a associação, que representa empresários das ilhas de S. Miguel e Santa Maria, é também necessário “reequacionar urgentemente o modelo de transporte de mercadorias”, no sentido de se “obter ganhos de eficiência e rentabilidade” para todos os intervenientes no processo.

Segundo a direção da CCIPD, os associados têm sido confrontados “nos últimos tempos” com situações em que “alguma carga não tem sido transportada nas datas previstas”, entre o continente e os Açores, “alegadamente por indisponibilidade de capacidade dos navios utilizados”.

A economia paralela e o seu crescimento é outro tema que preocupa a CCIPD e foi abordado na última reunião da associação, dado o seu impacto ao nível da coleta de impostos e concorrência desleal com as empresas que desenvolvem a sua atividade de forma regular e estruturada.

“A atuação das entidades fiscalizadoras deve centrar-se no combate às atividades ilegais e terem uma intervenção mais pedagógica, com as empresas que atuam no mercado de forma regular e estruturada”, refere a CCIPD, acrescentando que “infelizmente tem-se vindo a constatar que algumas entidades fiscalizadoras estão a ter uma atitude fundamentalista na sua relação com as empresas que cumprem as suas obrigações na generalidade”.


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