Biden condena mortes em Minneapolis e acusa Governo de violar valores dos EUA

O ex-presidente norte-americano Joe Biden condenou os acontecimentos das últimas semanas em Minneapolis e a morte a tiro de dois cidadãos norte-americanos por agentes federais durante protestos contra a política de imigração



“A violência e o terror não têm lugar nos Estados Unidos da América, especialmente quando é o nosso próprio governo que ataca cidadãos norte-americanos”, afirmou Biden, considerando que os episódios “violam os valores mais fundamentais” do país.

As declarações de Biden, pouco depois de igual condenação da parte do também antigo presidente democrata Barack Obama, surgiram num contexto de desescalada parcial no Minnesota, com o início da retirada de alguns dos cerca de três mil agentes federais destacados na região, anunciou, na segunda-feira, o presidente da câmara de Minneapolis, Jacob Frey.

Frey tem prevista uma reunião com Tom Homan, responsável pela política de deportações em massa e enviado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para assumir o comando da operação anti-imigração no estado.

Homan substituiu Greg Bovino, embora o Governo tenha negado que este tenha sido afastado, afirmando que continua a ser “um membro fundamental da equipa do Presidente”, disse a porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin.

Os sinais de contenção surgiram depois dmorte, no sábado, de Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos, morto a tiro por agentes federais, a segunda vítima mortal em protestos no estado, depois de Renee Good, morta a 07 de janeiro.

Trump falou por telefone com Frey e com o governador do Minnesota, Tim Walz, tendo a Casa Branca afirmado que o Presidente “não quer ver pessoas feridas ou mortas nas ruas”, embora continue a exigir cooperação das autoridades locais com as agências federais de imigração.

A contestação às operações alargou-se ao campo republicano, com o advogado Chris Madel, ligado à defesa de um agente envolvido, a retirar a candidatura a governador do Minnesota (centro-norte), denunciando uma “retaliação nacional” contra cidadãos do estado.

Paralelamente, estão a decorrer vários processos judiciais sobre a legalidade das ações federais, tendo um juiz intimado o diretor interino do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), Todd Lyons, a comparecer pessoalmente em tribunal na sexta-feira.

Em Minneapolis, continuam as homenagens às vítimas, enquanto análises independentes a vídeos dos incidentes contradizem versões oficiais, que responsabilizam os manifestantes mortos.


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