Arrendamento, reabilitação e internacionalização "fundamentais" para sector

Arrendamento, reabilitação e internacionalização "fundamentais" para sector

 

Lusa   Economia   24 de Out de 2010, 21:28

Um responsável do Salão Imobiliário de Portugal (SIL) destacou hoje a importância do arrendamento, da reabilitação e da internacionalização, sobretudo para o mercado angolano, para contornar a difícil situação em que o mercado imobiliário se encontra

Em declarações à agência Lusa, no último dia da 13.ª edição do SIL, o director da área de feiras da FIL, Jorge Oliveira, fez um balanço positivo do evento, apesar do "período difícil" que o setor imobiliário atravessa devido à crise económica.

"Dentro do contexto actual estamos satisfeitos. Com toda esta questão económica surgem novas oportunidades de negócio, os mercados mudam e alteram-se muito rapidamente. O mercado imobiliário não foge à regra", afirmou Jorge Oliveira.

Considerando a actual situação, o responsável salientou a importância de "continuar a procurar novas oportunidades de negócio e ter uma perspetiva positiva".

"Os problemas actuais no sector são do conhecimento geral: há alguns problemas de dificuldade de acesso ao crédito, alguns problemas da própria capacidade das famílias de terem acesso à compra de habitação", precisou.

De acordo com Jorge Oliveira, a internacionalização, o arrendamento e a reabilitação apresentam-se actualmente como "áreas fundamentais" para o futuro do setor.

É por isso, lembrou, que o SIL deste ano, que contou com cerca de 300 expositores, apostou num "incentivo muito forte ao arrendamento", que é "muito importante para dinamizar e aumentar o volume de negócios das empresas".

Por outro lado, está-se a "trabalhar muito na vertente da internacionalização", acrescentou, dando como exemplo a realização, em pareceria com a Feira Internacional de Luanda, do I Salão Imobiliário de Angola (SIMA), em maio passado.

Jorge Oliveira lembrou que o mercado angolano é "importantíssimo para a economia portuguesa em termos gerais, mas em especial para o mercado imobiliário", uma vez que "toma hoje uma posição muito relevante e é um dos destinos cimeiros das nossas exportações".

"O mercado angolano está em grande crescimento no mercado imobiliário, está a organizar-se, a sofrer uma série de mutações, e as empresas portuguesas são extremamente importantes, tanto para colaborar nessa organização, como para colaborar no desenvolvimento dos projetos", destacou.


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