Dia Mundial da Alimentação

Aproveitar a crise para comer melhor


 

Lusa/AOonline   Nacional   15 de Out de 2008, 12:00

A crise económica pode ser um bom pretexto para comer mais barato e melhor e obter mais saúde através de desportos acessíveis, como andar a pé ou de bicicleta, defendeu a presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN).
Alexandra Bento falava à Lusa a propósito do Dia Mundial da Alimentação, que se comemora quinta-feira e que será assinalado com rastreios gratuitos à obesidade em várias partes do país.

    A nutricionista lembrou que a altura de “alguma crise em termos económicos” que se vive “pode e deve ser aproveitada para comer melhor e até mais barato”.

    “Muitas vezes, o que é mais barato até pode ser mais equilibrado em termos nutricionais”, disse.

    Alexandra Bento dá um exemplo “saudável e barato”: “Se levarmos uma peça de fruta e um pão preparado em casa, essa é uma opção economicamente e nutricionalmente mais acessível”.

    A especialista defende “bom senso nas escolhas” e “opções mais favoráveis em termos de preço”.

    Também ao nível do desgaste das energias que são ingeridas em excesso a APN apresenta uma solução económica.

    “Uma inscrição no ginásio pode sair caro, mas se optarmos por um passeio a pé ou de bicicleta, com a família e amigos, não nos vai sair mais caro”, disse.

    Alexandra Bento deixa ainda algumas recomendações para uma alimentação saudável e equilibrada ao longo do dia, na qual não devem faltar as merendas, refeições ligeiras ao meio da manhã e ao meio da tarde.

    “O que tem mais importância é olharmos para o nosso dia alimentar e ver em que locais e a que horas é que vamos colocar as nossas refeições e como elas devem ser compostas”, concluiu.

    Para assinalar o Dia Mundial da Alimentação, a APN vai proporcionar a avaliação do Índice de Massa Corporal e prestar aconselhamento nutricional em alguns hospitais, centros de saúde, autarquias e outras instituições.

    A mensagem da APN é clara: “Está nas suas mãos mudar de atitude em relação ao excesso de peso!”.

    Em 2010 uma em cada dez crianças e em 2050 metade da população mundial será obesa, alerta a APN.

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