Crime

Antigo presidente de Taiwan impedido de sair da ilha


 

Lusa/AO online   Internacional   18 de Ago de 2008, 10:47

O antigo presidente de Taiwan Chen Shui-bian está impedido de sair da ilha ao mesmo tempo que é investigado por alegado branqueamento de capitais, revelaram domingo as autoridades de Taiwan.

    Cerca das 21:20 (14:20 em Lisboa), as autoridades que controlam as fronteiras de Taiwan receberam uma ordem para impedir Chen Shui-bian de sair da ilha nacionalista, decisão tomadas pelos Procuradores após buscas efectuadas aos escritório e residência do antigo presidente.

    Chu Chao-liang, porta-voz da equipa especial de investigadores, disse aos jornalistas que foram confiscados documentos relativos a contas bancárias e computadores que “podem ajudar a clarificar o caso” e que nas buscas efectuadas não foram usados mandados devido à cooperação da família.

    Chen Shui-bian e a sua mulher Wu Shu-chen tinham sido interrogados no sábado sobre as acusações de lavagem de dinheiro que pendem sobre a família, mas a antiga primeira-dama explicou que os fundos sob investigação são oriundos da sua família, de antigos honorário de Chen como advogado, donativos políticos e investimentos realizados.

    As autoridades de Taiwan lançaram um inquérito sobre lavagem de dinheiro por parte do antigo casal presidencial depois de as autoridades suíças terem feito o mesmo.

    De acordo com cópias de documentos da banca helvética obtidos pelo deputado do Kuomintang Hung Hsiu-chu, Chen Chih-chung, filho do casal, terá transferido com a sua mulher para contas na Suíça cerca de 31 milhões de dólares (21 milhões de euros) em 2007.

    Negando lavagem de dinheiro, Chen Shui-bian admitiu que a sua mulher transferiu à sua revelia dinheiro de campanhas para contas no estrangeiro, mas numa sondagem efectuada pelo jornal China Times, 68 por cento dos 1.012 inquiridos não acreditam nos argumentos do antigo presidente e até um antigo conselheiro, Ng Chiau-tong, apelidou Chen de “vergonha de Taiwan”.

    Chen Shui-bian, que em 2000 chegou ao poder, estava já a ser investigado por alegada fraude na utilização de 14,8 milhões de dólares de Taiwan (326.160 euros) em despesas especiais que o antigo presidente diz terem sido justificadas com facturas falsas para encobrir acções diplomáticas no exterior.

    No entanto, parte do dinheiro terá sido usado na compra de um anel de diamantes para a mulher e outros artigos de luxo, caso pelo qual a mulher está a ser julgada em Tribunal.

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