Justiça

Alegações finais do processo Casa Pia adiadas


 

Lusa/AOonline   Nacional   15 de Out de 2008, 16:30

As alegações finais do processo Casa Pia, inicialmente marcadas para dia 20, foram adiadas até que o tribunal termine diligências relativas ao julgamento, anunciou esta quarta-feira a juíza presidente do colectivo que julga o caso de pedofilia.
A juíza Ana Peres afirmou que os dias inicialmente marcados para as alegações finais - 20 a 27 de Outubro - continuam a estar reservados para sessões do julgamento, no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

    Na segunda-feira, dia 20, deverá ser ouvida uma enfermeira arrolada pela defesa do médico Ferreira Dinis, desde que o tribunal receba da Ordem dos Enfermeiros um parecer sobre suspensão do sigilo profissional.

    No mesmo dia, o tribunal vai ainda pronunciar-se sobre diligências feitas pelas partes que ainda não tiveram resposta. Dependendo do andamento dos trabalhos, Ana Peres poderá marcar no dia 20 a data do início das alegações finais.

    O ex-procurador-adjunto da Casa Pia Manuel Abrantes pediu também para ser ouvido novamente pelo tribunal, que marcou nova audição para terça-feira, dia 21.

    O advogado das alegadas vítimas da Casa Pia, Miguel Matias, disse aos jornalistas no final da sessão de hoje que está "pronto para começar as alegações".

    "Nada justifica que as alegações não comecem. Há muito tempo que terminámos a apresentação de prova, esperamos que não surjam mais hipóteses de diligências. O que interessava provar está feito, o resto é imaginação", argumentou.

    Na sessão de hoje, o apresentador de televisão Carlos Cruz juntou ao processo documentos como facturas de restaurantes, passagens na Via Verde e esclareceu alguns aspectos sobre o seu paradeiro em dias mencionados pela acusação como datas em que ocorreram abusos sexuais envolvendo alunos da Casa Pia de Lisboa.

    O embaixador Jorge Ritto, também arguido no processo, pediu ao tribunal para ler declarações feitas na fase de instrução do processo relativas aos seus hábitos sexuais, nomeadamente alegadas incapacidades físicas que argumenta contrariarem declarações dos assistentes sobre os actos sexuais alegadamente praticados.

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