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Álamo Menezes diz que falta ganhar o desafio da qualidade

Álamo Menezes diz que falta ganhar o desafio da qualidade

 

Lusa / AO online   Regional   7 de Nov de 2007, 16:13

O secretário da Educação e Ciência dos Açores admitiu que "o grande desafio que falta cumprir é o da qualidade, para responder aos anseios e aspirações dos alunos e da sociedade em geral".
Falando na sessão de abertura do XXII Encontro Nacional de Professores de Matemática, que decorre até sexta-feira em Angra do Heroísmo, promovido pela Associação Portuguesa de Matemática, Álamo Meneses lembrou que os pilares do actual sistema educativo na região “foram uma imposição política” que tiveram “grandes resistências” por parte dos professores.

“As modificações foram feitas e pensadas no sentido de melhorar o sistema e tentar envolver os professores, porque nada se muda contra eles ou em situações em que não se sintam parte da mudança”, afirmou.

O secretário regional da Educação salientou que “o grande desafio que falta cumprir é o da qualidade”, alegando que o da quantidade está quase vencido, restando “às escolas o caminho da sua vocação que é ensinar os alunos”.

“Não é bom que a escola deixe de ter como centro e missão principal o ensino, porque não existe para resolver os seus problemas, mas para educar e servir os alunos”, disse.

Álamo Meneses realçou que todo enquadramento jurídico está estabelecido - estatuto professores, estatuto pessoal não docente, administração e gestão das escolas - e que “o abandono escolar caiu para menos de dois por cento no ensino básico e sete por cento no ensino secundário”.

“São valores razoáveis, mas elevados para o padrão que gostaríamos de ter”, reconheceu.

O governante lembrou ainda que parte dos objectivos do sistema educativo estão atingidos porque “as escolas têm hoje grande capacidade de autonomia e meios de envolver os professores e criar equipas”.

O responsável pela Educação e Ciência dos Açores preconizou “um aproveitamento deste momento de mudança para reforçar a escola pública, tornando-a verdadeiramente universal, aberta a todos”.

Sobre o ensino da Matemática, o governante Álamo Meneses apelou para que se termine com “o mito de que os jovens não gostam da disciplina”.

“Talvez os pais dos alunos digam que a Matemática não era, no seu tempo, a disciplina que mais lhe agradava”, acrescentou.

Porém, segundo Álamo Meneses, “numa década, alunos passaram de cursos que não tinham Matemática para cursos em que a Matemática as Ciências e a Tecnologia são centrais”, criando dificuldades actuais para “se formarem turmas de humanidades”.

“Importa pois consolidar esse caminho no interesse dos alunos e isso faz-se através de um trabalho coordenado pelas escolas, cujos professores devem leccionar para que os alunos entendam a Matemática”.

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