Agricultura com "lugar central” no Plano e Orçamento de 2021

O secretário Regional da Agricultura, António Ventura, considerou que o Plano e Orçamento de 2021 vai privilegiar a recuperação económica, onde o sector terá “lugar central”, por via de "mais verbas" ou sua “melhor aplicação”.



Questionado sobre se é expetável que o Plano e Orçamento 2021 venha a contemplar verbas superiores para a agricultura na sequência da pandemia da Covid-19, o secretário regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural declarou que “será um plano construído, também, e fundamentalmente, para a questão da recuperação económica, onde a agricultura ocupe, também, um lugar central”.

O governante afirmou desconhecer ainda “se é pela aplicação de mais verbas ou pela sua melhor aplicação, contudo, certamente será dirigido aos agricultores”.

António Ventura reuniu-se com o presidente da Federação Agrícola dos Açores (FAA), Jorge Rita, no âmbito do processo de preparação do Plano e Orçamento de 2021 - o primeiro do governo açoriano de coligação PSD/CDS-PP/PPM - para “receber contributos”, uma vez que “não se pode decidir politicamente ou inscrever medidas se estas não tiverem uma ligação direta com as dificuldades e potencialidades dos agricultores”.

O titular da pasta da Agricultura anunciou que o período de candidaturas para os apoios diretos e ao investimento nas explorações agrícolas, no âmbito da sua modernização, ao abrigo do POSEI - Programa de Opções Específicas para o Afastamento e a Insularidade nas Regiões Ultraperiféricas, e do Prorural - Programa de Desenvolvimento Rural da Região Autónoma dos Açores, terá lugar de 27 de fevereiro a 15 de maio.

O presidente da FAA considerou que “o melhor Plano e Orçamento 2021 é o aumento substancial das verbas pela necessidade que os agricultores possuem, neste momento, derivada da forte descapitalização do setor”, do “não aumento do preço do leite [à produção] nos últimos anos, até com descidas, face ao aumento dos fatores dos produção, a par de um abaixamento, de forma transversal, no consumo de alguns produtos regionais”.

Jorge Rita quer que seja considerada uma redução nas contribuições para a segurança social por parte dos agricultores, uma vez que “seria uma forma de pagar menos impostos num momento extremamente difícil”, a par da defesa de que “tudo que são ajudas aos rendimentos dos agricultores não devem ser tributadas”.

“Pagar impostos sim, mas não pelas compensações que os agricultores têm”, frisou o dirigente agrícola.

A 13 de janeiro, após reunião com Jorge Rita, o titular da pasta da Agricultura referiu que, no âmbito da transição entre quadros comunitários de apoio da União Europeia, o Governo Regional possui uma verba de 56 milhões de euros – e espera que “seja um pouco mais, estando dependente também do Governo da República – que vai ser investida na modernização das explorações agrícolas, “desde logo muito vocacionadas para os jovens agricultores”.

No quadro do Plano de Recuperação e Resiliência, o setor agrícola vai beneficiar de 30 milhões de euros “para que se relance a economia dos Açores através da agricultura”.


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Greve geral

O Governo Regional dos Açores esclareceu que “não fixou quaisquer serviços mínimos” no dia da greve geral, ao contrário do que foi referido pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS)