Rejeitado projeto do Chega que pedia medidas urgentes para ligações aéreas com os Açores

O parlamento rejeitou um projeto de resolução do Chega que pedia ao Governo medidas urgentes para melhorar a conectividade aérea entre os Açores e o continente, após a saída da Ryanair da Região Autónoma



O projeto de resolução para recomendar “ao Governo a adoção de medidas urgentes para salvaguardar a conectividade aérea e a competitividade económica da Região Autónoma dos Açores” teve o voto favorável do proponente Chega, os votos contra do PSD, Iniciativa Liberal e do CDS-PP e a abstenção dos restantes partidos.

O Chega sublinhou no projeto que, para os Açores, “a conectividade aérea não é apenas um meio de mobilidade, mas é também uma condição essencial para garantir a coesão territorial, a competitividade económica e o desenvolvimento do turismo”.

O partido salientou que o encerramento das operações da companhia aérea Ryanair nas ligações aéreas com os Açores “constitui um motivo de profunda preocupação para empresários, agentes turísticos e para a economia regional, uma vez que poderá representar a perda de um dos principais motores de crescimento da economia regional”.

Segundo o Chega, “diversos especialistas e representantes do setor do turismo” já alertaram que a saída da Ryanair “poderá resultar numa redução de até 200 mil a 250 mil passageiros por ano nas ligações aéreas com os Açores”.

Por outro lado, a diminuição da oferta aérea “poderá ainda provocar efeitos em cadeia na economia regional, nomeadamente no aumento dos preços das viagens aéreas, redução da concorrência entre transportadoras, diminuição da procura turística, impacto negativo na hotelaria, restauração, comércio local e atividades económicas associadas ao turismo e perda de competitividade internacional do destino Açores”, sustentou.

Por isso, pedia ao Governo “medidas que garantam a manutenção de uma oferta aérea adequada e competitiva para a Região Autónoma, nomeadamente a avaliação do impacto económico, turístico e social resultante da saída da Ryanair, um plano estratégico para reforçar e salvaguardar a conectividade aérea com a Região Autónoma e negociações com companhias aéreas com vista à criação ou reforço de rotas açorianas com o continente português e outros destinos europeus”.


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