Açores recebem dois edifícios desocupados na Base das Lajes

Açores recebem dois edifícios desocupados na Base das Lajes

 

Lusa/AO Online   Regional   6 de Abr de 2018, 17:24

Os Açores aceitaram receber dois edifícios pertencentes à base dos Lajes, anteriormente ocupados pelos militares norte-americanos, que vão ser aproveitados em “novos projetos tecnológicos” na ilha Terceira, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros.


Falando perante legisladores luso-americanos, em Lisboa, Augusto Santos Silva destacou hoje uma “clara melhoria” quanto à base das Lajes, comentando que o novo embaixador norte-americano em Lisboa, George E. Glass, tem sido “excelente na tentativa de dar um novo impulso no trabalho para resolver todas as dificuldades que ainda existem”.

Em declarações aos jornalistas após o encontro com os eleitos luso-americanos, promovido pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), o ministro adiantou que Portugal anunciou às autoridades dos EUA que está “em condições de receber dois complexos, um escolar e outro habitacional, que serviam a base das Lajes e que se tornaram entretanto redundantes, porque há interesse do Governo Regional dos Açores em aproveitar essas instalações para novos projetos tecnológicos na ilha Terceira”.

Quanto à descontaminação ambiental da base, o ministro destacou também que estão a decorrer trabalhos em um dos sítios que necessitavam de intervenção e que as autoridades norte-americanas se mostraram disponíveis para voltar a analisar a situação de nove outros locais em relação aos quais Portugal defende que também é preciso descontaminar.

Os dois países estão a preparar a próxima reunião da comissão bilateral permanente, prevista para 23 de maio nos EUA.

Presente no almoço estava o secretário regional adjunto do governo açoriano para as Relações Externas, Rui Bettencourt, que destacou que as infraestruturas previstas para a ilha Terceira, nomeadamente o Air Center e o Centro de Defesa do Atlântico, podem aumentar o “grande potencial dos Açores: o mar, o espaço, a investigação científica e a sua posição estratégica e logística”.




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