16% de idosos vítimas de burla


 

Lusa/AO On line   Nacional   14 de Out de 2010, 06:34

Quase 16 por cento dos crimes de burla foram praticados contra idosos no primeiro semestre deste ano, revelam dados da GNR, que na sexta feira inicia uma operação em todo o país para prevenir este crime.

Números avançados à agência Lusa referem que na área de intervenção da GNR se registaram, nos primeiros seis meses do ano, 122 crimes de burla contra idosos, num total de 769.

Segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR), este tipo de crime praticado contra a terceira idade sofreu uma redução de cinco por cento no primeiro semestre deste ano face ao mesmo período de 2009.

No ano passado, a GNR registou 322 crimes de burla contra idosos, num total de 1587, o que representa 20,3 por cento, adiantam os dados.

Preocupada com esta população “mais idosa, vulnerável e com dificuldades em denunciar” o crime, a GNR inicia, na sexta feira, em todo o país a operação “Idoso em Segurança”.

Durante um mês, os militares da GNR vão realizar ações de sensibilização para alertar os mais idosos sobre quais os procedimentos de segurança que devem adotar em caso de burla, disse à Lusa o capitão Rogério Copeto, da GNR.

As ações de sensibilização vão decorrer em sessões a realizar em juntas de freguesias ou centros de dia. Nos locais mais isolados, onde não é possível realizar estas ações em salas, os militares da Guarda vão contatar porta a porta e individualmente os idosos e deixar alguns conselhos, adiantou.

Rogério Copeto afirmou que os elementos da Guarda vão aconselhar os idosos para não terem o dinheiro em casa, para não abrirem a porta a estranhos e para não falarem dos vizinhos ou da sua vida a estranhos.

Isto porque, sublinhou, os burlões quando se dirigem a uma vítima já recolheram informação junto dos vizinhos para que consigam criar empatia.

Normalmente, os idosos vítimas de burla vivem em locais isolados, têm o dinheiro em casa e possuem pouca formação, mas a GNR adianta que também são alvo deste tipo de crimes residentes nos centros urbanos e com mais formação.

Rogério Copeto, responsável pelos programas especiais da GNR, como “Idoso em Segurança”, afirmou que na maioria das situações os burlões abordam as vítimas fazendo-se passar por funcionários da Segurança Social, câmaras municipais, enfermeiros do centro de saúde ou outras instituições credíveis.

“Sabem muito bem o que fazer para que a vítima acredite na história deles e depois levá-los a que a vítima entregue os valores que tem em casa”, frisou.

A GNR realiza a operação “Idoso em Segurança” entre 15 outubro e 15 de novembro, porque é nesta altura do ano, outono e início do inverno, que as situações de burla contra idosos ocorrem com mais frequência, adiantou o mesmo responsável


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