Rui Câmara - Licenciado em Ciências Políticas

Opinião

O fiador das fragilidades: o que se joga a 18 de janeiro

Á  medida que nos aproximamos das eleições presidenciais de 18 de janeiro, o debate público regressa às fórmulas de conforto: o Presidente como garante da estabilidade, árbitro do sistema e símbolo da unidade nacional. São descrições liturgicamente corretas, mas politicamente insuficientes. Estas eleições não decorrem num...

Conteúdo exclusivo para subscritores.

Estar informado custa menos do que um café por dia!

Inclui acesso à totalidade das edições impressas, em formato digital, dos jornais e dos respetivos suplementos semanais ou da revista.

Mais artigos de Rui Câmara - Licenciado em Ciências Políticas


Mentalidade vencedora não constrói casas

Entramos em 2026, com a necessidade de clarificar um conceito que dominou o debate político no último ano: a estabilidade. Depois de um ciclo prolongado de idas consecutivas às urnas, soluções provisórias...

O Natal como celebração da nossa Humanidade

A época de Natal chega todos os anos, envolta numa inquietação curiosa. Por um lado, empurra-nos para o consumo, para a repetição...

A política não falhou. Falhámos na expectativa

Quando um Governo anuncia grandes medidas ou reformas estruturais - como as propostas para a Justiça, o Orçamento de Estado ou a...

A Greve Geral é Política. Mas não é partidária.

Desviar o foco é sempre uma manobra eficiente. Quando o líder parlamentar do PSD afirma que “as greves acontecem sempre que os governos...

O vazio da contestação

A oposição nas democracias contemporâneas - e Portugal não foge à regra - especializou-se na arte da negação. Domina o vocabulário da falha, mas ignora a construção da alternativa. Mas o país não se...

Um Arquipélago à espera de um check-in

Aqui nos Açores, viajar nunca foi um luxo, é uma condição de existência. É ipsis literis o nosso solo cívico. E esta recente intriga...

Produtividade à custa da Dignidade

A discussão sobre a reforma laboral surge sempre com o mesmo léxico perfumado: modernizar, flexibilizar e adaptar. Verbos elegantes,...

Divertindo-nos até à Morte

Vivemos numa época em que a política deixou de ser discutida para ser, sobretudo, consumida. O debate cívico em Portugal há muito que se confina aos estúdios televisivos. A televisão transformou-se...

A cultura do cargo

Em Portugal, a demissão é tratada como um castigo, quando deveria ser um gesto de respeito. Continuamos a assistir ao mesmo ritual: perante cada falha grave ou suspeita política, a oposição exige a...

O paradoxo do bloqueio: democracias que decidem não decidir

A democracia contemporânea enfrenta uma contradição inquietante: em muitos sistemas plurais, a sobrevivência de minorias transformou-se...

Política de rosto coberto

A contenda sobre a proibição do uso da burca não é um capricho legislativo: é um choque que atinge os fundamentos da laicidade e da identidade europeia. Quando o Estado invoca a segurança e a transparência...

A vitória da geografia: onde morre a ideologia, começa a autarquia

As eleições autárquicas revelaram que a geografia fala mais alto do que a ideologia. A democracia local reafirmou-se como o espaço onde o eleitorado suspende a lógica partidária e privilegia o reconhecimento...

PUB