Açoriano Oriental
Vasco Cordeiro diz que o povo açoriano não se amedronta com desafios e ambiciona ganhá-los

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, defendeu, na sua mensagem de Natal, que o povo açoriano “não se amedronta” com os desafios do futuro e “ambiciona ganhá-los”.

Vasco Cordeiro diz que o povo açoriano não se amedronta com desafios e ambiciona ganhá-los

Autor: Lusa/AO Online

“Estas minhas palavras querem, no fundo, transmitir-vos algo de concreto, ou seja, que somos uma região e um povo que, face aos desafios do futuro, não se amedronta e ambiciona ganhá-los. Que se satisfaz com o muito que percorremos e alcançamos, mas que ainda quer alcançar mais, quer conseguir mais... E tudo isso cuidando dos nossos concidadãos, sobretudo, os que estão numa situação de maior fragilidade”, lê-se na mensagem de Natal.

Segundo Vasco Cordeiro, mais do que “um anseio” do presidente do executivo açoriano, estas palavras são “o sentimento de um povo”, que “sempre que é preciso e onde é preciso, segue unido e lado-a-lado, não deixando ninguém para trás”.

“Há ainda muito a fazer, mas, no fundo, é tudo isto que nos define como região. A capacidade que temos, e que queremos sempre ter, de nunca esquecermos o essencial e de construirmos uma região que possa sempre orgulhar-se do seu percurso”, salientou.

Lembrando a passagem do furacão Lorenzo pelos Açores, em outubro, que “deixou avultados prejuízos materiais” e testou a “capacidade de superação” da população o presidente do Governo Regional salientou que o que está em causa não são os “desafios, obstáculos ou dificuldades para vencer”, mas os resultados alcançados.

“Sobretudo, a questão é, se face a um desafio, a um obstáculo ou a uma dificuldade, centramo-nos no problema ou centramo-nos na solução. O que os Açores têm feito, o que os açorianos têm feito, é, exatamente, procurar soluções e obter resultados. Temo-lo feito no uso da nossa liberdade, exercendo a democracia e cumprindo a nossa autonomia”, frisou.

Vasco Cordeiro disse, no entanto, ser importante que os açorianos não esqueçam “que nenhuma delas está absolutamente garantida, nenhuma está eternamente assegurada”.

“É, por isso, que, mesmo na análise mais exigente, mesmo no debate mais acesso, mesmo na crítica mais corrosiva, nunca nos esqueçamos que só os poderemos fazer, se e enquanto, formos livres, respeitarmos todos e cada um e tivermos a capacidade de sermos nós, açorianos, os construtores do nosso futuro”, sublinhou.

Desejando “um Santo e Feliz Natal e um ano 2020 pleno de sucessos” a todos os açorianos que vivem nas nove ilhas e na diáspora, o presidente do Governo Regional deixou uma palavra especial a quem passa esta quadra sem total “alegria, conforto ou paz”.

“Seja por circunstâncias que podem estar no seu poder alterar, seja por circunstâncias que ultrapassam a sua vontade, a todos quero, especialmente hoje, transmitir uma mensagem de que não estão sós neste combate face às vicissitudes da vida, sejam elas, desde logo, a doença, a solidão, a procura de emprego ou o desânimo. E quero dizer-lhes que, no trabalho que todos os dias realizamos, é também a resposta a estas necessidades que procuramos ajudar a construir”, afirmou.


 
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