Conselho de Governo

Unidade de desintoxicação para menores em São Miguel


 

Lusa/AO online   Regional   14 de Set de 2008, 11:22

O presidente do Governo açoriano anunciou este sábado a construção da primeira Unidade de Tratamento e Reabilitação Juvenil no arquipélago, que ficará instalada na ilha de São Miguel, uma valência vocacionada essencialmente para a área da desintoxicação,
. Carlos César, que falava na inauguração da ampliação da Unidade de Saúde da Casa do Povo dos Arrifes, adiantou que a nova Unidade de Tratamento "justificava-se à muito tempo" e será futuramente alargada a outras ilhas, para prestar tratamento no âmbito das toxicodependências.
"Sexta-feira foi dado o primeiro passo, com a aprovação em Conselho de Governo dos primeiros instrumentos processuais, com vista à construção deste equipamento", afirmou Carlos César, acrescentando que a Unidade de Tratamento ficará implantada na freguesia do Livramento em terrenos já adquiridos pelo Governo Regional. 
Para o Chefe do Executivo açoriano a construção deste equipamento "é muito positivo" por constituir um "poderoso factor de esperança para as famílias" e assegurar assistência e recuperação dos toxicodependentes, sobretudo dos jovens com menos de 18 anos.
Segundo Carlos César, embora os dados do Instituto da Toxicodependência apontem para um decréscimo da população escolar que experimenta droga, "a incidência deste fenómeno nos Açores é elevada e o problema não pode ser escondido".
O Governo Regional vai agora proceder a um estudo para apurar as características necessárias desta infra-estrutura e encomendar o projecto de arquitectura e engenharia, revelou César, que espera poder lançar em 2009 o concurso público da obra.
Além da ampliação da Unidade de Saúde da Casa do Povo dos Arrifes, que custou três mil euros, o Presidente do Governo Regional inaugurou hoje, também, um Centro de Dia, com capacidade para 40 idosos, e um Centro de Inclusão Juvenil numa freguesia limítrofe de Ponta Delgada com cerca de sete mil habitantes.
Na ocasião Carlos César desafiou as instituições que gerem equipamentos sociais, como creches e centros de dia, a adoptarem uma "postura pró-activa" no sentido de contribuirem para o desenvolvimento local e social das comunidades onde estão inseridas.
Reconhecendo que ainda há muito por fazer para completar a rede social de equipamentos no arquipélago, César lembrou que presentemente há ao dispor dos privados novos sistemas de incentivos que estimulam, designadamente, a realização de parcerias público-privadas no domínio da construção e reabilitação destas valências sociais. 
Nos Açores existem 61 Casas do Povo e 45 Centro Paroquiais responsáveis pela gestão de mais de cem valências que prestam apoio social à população, acrescentou

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