OE 2008

UGT e CGTP querem mais crescimento e emprego


 

Lusa/ AO   Nacional   12 de Out de 2007, 08:30

A CGTP e a UGT manifestaram hoje preocupação relativamente ao Orçamento do Estado (OE) para 2008 por temerem que não aposte suficientemente em medidas que promovam o crescimento económico e o emprego.
"O que sabemos sobre o Orçamento do Estado suscita-nos preocupação, porque tememos que ele não dê resposta ao grave problema do desemprego, não aposte em medidas que criem postos de trabalho e que melhorem o nível de vida dos portugueses", disse à agência Lusa Maria do Carmo Tavares, dirigente da CGTP.

    Para a sindicalista, o investimento público é essencial para compensar o fraco investimento privado e contribuir para o crescimento económico do país.

    "Se não houver um forte investimento público, dado que não há um forte investimento privado, como é que a economia vai crescer e como é que vão ser criados postos de trabalho", questionou.

    Maria do Carmo Tavares criticou a "obsessão do Governo em relação ao défice", por considerar que isso implica "mais sacrifícios para as pessoas" e "não perspectiva melhorias económicas e sociais".

    "A redução do défice tem sido conseguida sobretudo à conta da redução da despesa e não à conta das receitas", disse, defendendo a aposta no combate à fraude e evasão fiscal e à economia paralela.

    O secretário-geral da UGT, João Proença, também defendeu a necessidade de o OE para 2008 reforçar o investimento público para promover o crescimento económico e o emprego.

    "A redução do défice orçamental não pode ser feita apenas por via da redução da despesa", disse à agência Lusa, salientando que os funcionários públicos foram os principais sacrificados.

    João Proença considerou que, tendo em conta as afirmações feitas hoje pelo primeiro-ministro de que a redução do défice ultrapassou as expectativas, "já está na altura de o Governo tomar medidas que promovam o crescimento económico".

    O sindicalista defendeu a necessidade de melhorar o poder de compra dos funcionários públicos, através da negociação com os sindicatos, e a redução dos impostos, nomeadamente a redução do IVA.
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