UGT diz que Cavaco Silva apoia aumento do Salário Mínimo

UGT diz que Cavaco Silva apoia aumento do Salário Mínimo

 

Lusa/AO online   Nacional   5 de Nov de 2013, 16:57

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, afirmou esta terça-feira que o Presidente da República concordou com a necessidade de aumentar o valor do Salário Mínimo Nacional (SMN), que é atualmente de 485 euros.

"Retivemos do Presidente da República o apoio inequívoco sobre a necessidade do aumento do SMN", disse Carlos Silva aos jornalistas no final de uma audiência com Cavaco Silva.

O sindicalista defendeu um aumento do SMN a partir de 1 de janeiro de 2014 e disse que transmitiu ao Presidente da República a sua disponibilidade para negociações bilaterais com as confederações patronais se não for possível acordar esta matéria em concertação social.

“Verificámos da parte do Presidente da República um acolhimento sincero em relação à questão do SMN. Entende o senhor Presidente a leitura que nós fazemos, juntamente com os parceiros sociais, que não é pelos baixos salários que se põe em causa a competitividade. É necessário dar sinais que permitam dizer à ‘troika’ que não estamos de acordo com as suas políticas”, reforçou Carlos Silva.

O sindicalista reforçou que Cavaco Silva “defendeu à UGT o aumento do SMN em sede de concertação social”, mas sem adiantar datas.

A UGT transmitiu, por seu turno, a Cavaco Silva que “se a concertação social tripartida não funcionar”, a estrutura sindical está disponível para, “de uma forma bipartida, com as confederações patronais”, discutir o aumento desta remuneração mínima.

Num relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre a crise do emprego em Portugal, apresentado na segunda-feira em Lisboa, a Organização defende o aumento do SMN para evitar o agravamento das desigualdades salariais.

Durante a audiência, a UGT manifestou também a Cavaco Silva as preocupações da estrutura sindical perante o Guião da Reforma do Estado, uma matéria face à qual Carlos Silva assinalou a importância do diálogo social.

A este propósito, Carlos Silva revelou aos jornalistas que a UGT respondeu “afirmativamente”, na terça-feira, a um convite formulado pelo vice-presidente do PSD, Marco António Costa, para debater o documento apresentado na passada quinta-feira pelo Vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

O sindicalista foi ainda questionado sobre a eventual realização de uma greve geral em resposta à austeridade imposta pelo Governo no Orçamento do Estado para o próximo ano.

Carlos Silva considerou que “neste momento, a UGT, não vislumbra que haja condições para uma greve geral”, uma vez que uma greve geral pressupõe a adesão do setor privado e, no entender do secretário-geral da UGT, este não teve uma participação significativa na greve geral de 27 junho de 2013.


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