Sociedade

Sistema de rastreio de subidas ao Pico tem que ser melhorado

Sistema de rastreio de subidas ao Pico tem que ser melhorado

 

Lusa/AO online   Regional   2 de Set de 2010, 18:11

O director do Parque Natural do Pico, Fernando Oliveira, defendeu esta quinta-feira a melhoria do sistema de vigilância das subidas sem guia ao ponto mais alto de Portugal, nos Açores, que tem mais de cinco mil visitantes anuais.
Desde há cerca de dois anos que a implementação de um sistema de localização por GPS, através de uma pulseira, permite saber a cada momento a localização exacta dos visitantes que sobem a Montanha do Pico, mas Fernando Oliveira reconheceu em declarações à Lusa que “é preciso aperfeiçoar o sistema, colocando um repetidor de sinal na cratera ou adoptando outro modelo de transmissão de sinal”.

Na quarta-feira, dois casais portugueses estiveram incontactáveis durante várias horas porque o local onde se abrigaram do mau tempo, na cratera, é uma zona sem comunicações.

“A opção deles foi correcta ao abrigarem-se na cratera, porque quando iniciaram a descida houve uma mudança brusca no tempo”, afirmou Fernando Oliveira, recordando que a transmissão do sinal do GPS é feita por SMS.

Por essa razão, o director do Parque Natural do Pico considera necessário "melhorar o processo de monitorização das pessoas que sobem à montanha sem guia", adiantando que o assunto será analisado numa próxima reunião com o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores.

Esta preocupação é partilhada pelo comandante dos Bombeiros da Madalena do Pico, Ricardo Dias, para quem a melhoria do sistema de GPS é "muito importante" para o resgate de eventuais vítimas.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.