A entidade é composta por tecnocratas palestinianos independentes e foi criada ao abrigo do plano de paz dos Estados Unidos para o Médio Oriente.
“Damos as boas-vindas ao Comité Nacional para a Administração de Gaza [CNAG] e instamos a que assuma com urgência os seus deveres nacionais na Faixa de Gaza”, indicaram as autoridades em comunicado, em que reafirmaram estar “totalmente preparadas para transferir todos os poderes e plenamente disponíveis para todos os procedimentos relacionados”.
Nesse sentido, reiteraram as boas-vindas à luz dos atuais acontecimentos e “em consequência do compromisso” assumido com o “funcionamento adequado das instituições”.
“Reafirmamos que todas as instituições e departamentos governamentais da Faixa de Gaza, assim como os seus funcionários em todos os setores, estão plenamente preparados para colaborar e cooperar com o Comité Nacional para a Administração de Gaza para servir o interesse público, contribuir para melhorar o nível dos serviços e aliviar o sofrimento dos cidadãos”, acrescentaram.
Além disso, sublinharam a importância da “unidade do território palestiniano e da unidade geopolítica entre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza”, destacando que o reforço da unidade e da coesão interna constitui “uma prioridade nacional suprema nesta conjuntura crítica”.
A 07 de outubro de 2023, o Hamas conduziu um ataque contra Israel, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 raptadas.
Em retaliação do ataque do Hamas, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que causou mais de 72 mil mortos, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.
A segunda fase do plano dos Estados Unidos para colocar um fim à guerra em Gaza, depois de o Hamas ter entregue o último refém que ainda mantinha, prevê a criação de um governo tecnocrata palestiniano, o CNAG.
Os membros da estrutura tecnocrática para gerir assuntos correntes do enclave palestiniano vão ficar sob supervisão de outro órgão também previsto no plano de Washington, o Conselho de Paz, liderado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O plano de Trump prevê que Gaza "será governada por um comité palestiniano tecnocrático e apolítico, responsável pela gestão diária dos serviços públicos e das autarquias para a população".
O CNAG é composto por 15 membros, entre os quais apenas uma mulher. O comité é integrado por palestinianos e liderado pelo engenheiro Ali Shaaz, natural de Khan Yunis (sul da Faixa de Gaza), mas residente na Cisjordânia, que exerceu funções de vice-ministro dos Transportes na década de 1990 na Autoridade Palestiniana (ANP).
A segunda fase da trégua, que entrou em vigor a 10 de outubro, prevê, entre outros, o desarmamento do Hamas, a retirada gradual do exército israelita, que ainda controla mais de metade do território, e o envio de uma força internacional de estabilização.
