"Anuncio uma nova ajuda de mais de meio milhão de libras" para a defesa aérea da Ucrânia, declarou à chegada a Bruxelas o ministro da Defesa britânico, John Healey, pouco antes de uma reunião dos ministros da Defesa da NATO.
O Ministério da Defesa britânico precisou que cerca de 150 milhões de libras (172 milhões de euros) serão destinados a um dispositivo da NATO, apoiado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para comprar armas dos Estados Unidos destinadas a Kiev.
Londres vai enviar também para a Ucrânia mil pequenos mísseis fabricados no Reino Unido, no valor de 390 milhões de libras (448 milhões de euros).
Healey copresidiu, com o homólogo alemão, Boris Pistorius, a uma nova reunião do Grupo de Contacto entre a Ucrânia e aliados, durante a qual pediu um aumento da ajuda.
Em 2025, este grupo reuniu cerca de 45 mil milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia.
"Em 2026, temos de fazer melhor, temos de fazer mais", afirmou o ministro britânico, no início desta reunião.
"A ajuda militar prometida hoje tem um impacto direto na linha da frente e um impacto direto no número de vidas ucranianas perdidas", acrescentou, ao lado do novo ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov.
Os ataques russos contra a rede energética ucraniana causaram cortes de aquecimento e eletricidade em vastas áreas do país, em pleno inverno com temperaturas negativas.
"Trata-se simplesmente de terrorismo contra a população civil ucraniana", indignou-se Pistorius, denunciando o uso do inverno "como arma contra mulheres, crianças e homens inocentes".
"Os russos não nos podem derrotar no terreno e é por isso que hoje travam uma guerra contra as nossas infraestruturas críticas", denunciou Fedorov.
