“Com base em informações que são do conhecimento do museu, suspeita-se da existência de uma rede que organiza fraudes em grande escala”, afirmou um porta-voz do Louvre, acrescentando que a operação foi realizada após uma denúncia do reconhecido museu parisiense.
De acordo com o porta-voz, o museu mais visitado do mundo enfrenta “um ressurgimento e diversificação da fraude nos bilhetes” pelo que, em resposta, implementou um “plano de ação estruturado” numa colaboração entre a sua equipa e a polícia.
Segundo fonte próxima da investigação, citada pela agência de notícias francesa AFP, a fraude em causa terá começado no verão de 2024 e envolve guias externos ao museu, operadores turísticos e funcionários da bilheteira do Louvre.
A mesma fonte adiantou que os burlões organizavam visitas guiadas em grupo que ultrapassavam o limite permitido de 20 pessoas e cobravam preços exorbitantes, fora dos sistemas oficiais de bilheteira e para obter lucro próprio.
O jornal Le Parisien, que divulgou a notícia, referiu que cerca de 10 pessoas foram investigadas.
Este caso junta-se a uma longa lista de problemas recentes no Louvre, que sofreu um assalto no dia 19 de outubro de 2025, durante o qual foram roubadas oito Joias da Coroa.
O museu teve também de encerrar uma das suas galerias em novembro devido a danos, além de enfrentar, desde meados de dezembro, uma disputa laboral com os seus funcionários, que protestam contra as condições de trabalho.
