Eleições no Paquistão

Resultados não oficiais dão a vitória nas presidenciais a Musharraf


 

Lusa/AO online   Internacional   6 de Out de 2007, 12:25

Resultados não oficiais indicam que o general Pervez Musharraf venceu hoje as eleições presidenciais do Paquistão, embora o presidente cessante ainda possa ser desqualificado pelo Supremo Tribunal.
O responsável da Comissão Eleitoral Qazi Muhammad Farooq anunciou que Musharraf venceu com 252 dos 257 votos expressos no Parlamento, tendo três boletins sido declarados inválidos, enquanto dois foram para o seu principal adversário, o juiz reformado Wajihuddin Ahmad.
A Televisão do Paquistão divulgou também resultados não oficiais, de acordo com os quais Musharraf ganhou por larga maioria em três das quatro províncias.
Segundo a Televisão do Paquistão, Musharraf conseguiu a unanimidade na província do Balochistão com 33 votos e obteve 31 dos 34 votos na província da Fronteira do Noroeste. No Punjab teve 253 dos 257 votos, indicou a televisão.
A vitória do general já tinha sido reclamada por deputados do partido no poder no final da votação para as eleições presidenciais.
A eleição realizou-se através de sufrágio indirecto do parlamento e das assembleias provinciais. Os partidos da oposição abstiveram-se ou boicotaram-na em protesto pela candidatura de Musharraf a um novo mandado de cinco anos quando ainda possui a chefia das Forças Armadas. Foram poucos os opositores ao governo que apareceram para votar.
"Ele (Musharraf) será eleito com uma vasta maioria", disse o ministro da Privatização paquistanês, Wasi Zafar, à agência noticiosa norte-americana AP. "Se Deus quiser entraremos na democracia plena", adiantou.
Logo que terminou a votação às 15:00 locais (11:00 em Lisboa) iniciou-se a contagem dos votos, constataram jornalistas da agência noticiosa francesa AFP.
No entanto, a divulgação dos resultados está suspensa pelo Supremo Tribunal do Paquistão até o colectivo se pronunciar sobre a legalidade da candidatura do chefe de Estado cessante.
A mais alta jurisdição do país aceitou a candidatura de Pervez Musharraf há uma semana, mas a oposição e a Ordem dos Advogados apresentaram recursos invocando a Constituição que, segundo alegam, proíbe Musharraf de participar nas eleições se este não se demitir previamente das funções de comandante das Forças Armadas, cargo que ocupa desde que assumiu o poder.
Musharraf prometeu abandonar essas funções se vencer as eleições presidenciais.
Sexta-feira, o Supremo Tribunal autorizou a realização das presidenciais hoje, mas determinou que "os resultados definitivos sobre o candidato cessante só serão divulgados depois do julgamento (do Tribunal) sobre os recursos para os quais as audiências começarão a 17 de Outubro".
Segundo a televisão estatal, pelo menos 691 deputados, praticamente todos os da coligação que governo, votaram na sessão conjunta da Assembleia Nacional e do Senado na capital, Islamabad, e nas quatro assembleias provinciais.

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