Representantes de 194 países reúnem-se a partir de hoje em Doha

Representantes de 194 países reúnem-se a partir de hoje em Doha

 

Lusa/AO Online   Internacional   26 de Nov de 2012, 06:27

Representantes de 194 países reúnem-se a partir de hoje na capital do Qatar para procurar consensos sobre a forma de mitigar as alterações climáticas, mas os especialistas esperam poucos avanços.

A 18.ª Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas decorre entre hoje e 07 de dezembro em Doha e em cima da mesa está, não só o prolongamento do Protocolo de Quioto, mas também negociações para um novo pacto sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa que deverá substituí-lo e alargá-lo aos países em vias de desenvolvimento.

Nas últimas semanas, as Nações Unidas e organizações internacionais como o Banco Mundial, associações ambientalistas e cientistas exerceram pressão sobre os participantes na reunião de Doha para que sejam alcançados consensos.

Na quarta-feira, a agência da ONU para o Ambiente alertou os governos para o facto de os esforços para combater as alterações climáticas estarem cada vez mais longe do objetivo de limitar o aquecimento global a mais dois graus celsius e que a concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera aumentou 20% desde 2000.

Um estudo do Banco Mundial divulgado no fim de semana avisara que a temperatura global poderá subir quatro graus celsius até ao final do século se falharem as tentativas de combater as alterações climáticas, provocando vagas de calor, a subida do nível do mar e quebra da produção de alimentos.

E já em finais de outubro cientistas reunidos em Lima, Peru, advertiram que tempestades como a que se abateu sobre a costa leste dos EUA - que deixou 40 mortos e um rasto de destruição - são sinais das alterações climáticas e só irão piorar.

No entanto, embora a pressão seja grande, as expectativas são baixas.

Na reunião do ano passado, na África do Sul, os países participantes decidiram estabelecer o prazo de 2015 para a elaboração de um novo acordo, que deverá entrar em vigor em 2020. Até lá, apenas a União Europeia e alguns pequenos países desenvolvidos terão objetivos definidos sob o prolongamento do Protocolo de Quioto.

As negociações para o estabelecimento de compromissos no âmbito de um Quioto 2 estão minadas por divergências entre países industrializados e em vias de desenvolvimento, para além da grande lacuna de o protocolo não abranger os três maiores emissores de gases com efeito de estufa - os EUA nunca o ratificaram enquanto a China e a Índia não são abrangidos pelas metas obrigatórias.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.