Reino Unido, EUA e Líbia pedem justiça nos 25 anos do atentado de Lockerbie


 

Lusa/AO online   Internacional   21 de Dez de 2013, 17:18

O Reino Unido, os Estados Unidos e a Líbia emitiram hoje uma declaração conjunta, pelo 25.º aniversário do atentado de Lockerbie que matou 270 pessoas, no qual desejam que "os responsáveis por este ato terrorista extremamente cruel sejam julgados".

"Queremos que todos os responsáveis por este ato terrorista extremamente cruel sejam julgados e queremos entender por que é que foi cometido", disseram Londres, Washington e Trípoli através de um comunicado comum.

Os três países disseram que vão empenhar-se em cooperar “para revelar todos os factos” deste caso, dar todas as condições aos investigadores britânicos e americanos na Líbia e partilhar toda a informação, documentos e acesso a testemunhas.

Cerimónias no Reino Unido e nos Estados Unidos assinalam hoje o 25.º aniversário da explosão de um avião da companhia norte-americana Pan Am sobre Lockerbie (Escócia), que matou 270 pessoas.

No Reino Unido, os ofícios religiosos realizam-se pelas 19:03 TGM (mesma hora em Lisboa), a hora a que explodiu o voo 103 da Pan Am sobre Lokerbie, 38 minutos depois de descolar do aeroporto londrino de Heathrow, com destino a Nova Iorque.

A 21 de dezembro de 1988, um Boeing 747 da Pan Am, que fazia a rota Londres-Nova Iorque, explodiu sobre Lockerbie, na Escócia, 38 minutos após a descolagem. Todos os 259 passageiros - a maioria americanos - e a tripulação morreram, assim como 11 habitantes de Lockerbie.

Em 2003, o regime líbio de Muammar Kadafi reconheceu formalmente a responsabilidade pelo atentado e pagou 2,7 mil milhões de dólares (cerca de 1,9 mil milhões de euros) em compensação às famílias das vítimas. O único condenado, Abdel Basset al- Megrahi, morreu em maio de 2012 na Líbia depois de ter sido libertado três anos antes, na Escócia, por motivos de saúde.

Após a queda de Kadhafi, em 2011, o Gabinete do Procurador escocês pediu formalmente às novas autoridades líbias ajuda na investigação e aos Estados Unidos o acesso aos elementos do caso. Por sua vez, as novas autoridades líbias têm manifestado vontade de saber a verdade sobre o ataque. Investigadores americanos e escoceses, desde então, visitaram a Líbia.


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