O Governo Regional está a delinear a criação de um plano estratégico de Bem-Estar Animal para os próximos dez anos, com a colaboração de várias entidades e setores ligados à proteção animal e à atividade agropecuária.
De acordo com a nota de imprensa publicada no Portal do Governo, o objetivo é criar uma estratégia integrada que inclua os animais de produção, os animais de companhia e também os animais que são usados para fins lúdicos. O plano promete que terá uma abordagem transversal para a próxima década.
Para que esta iniciativa seja concretizada, o Governo Regional vai formar um grupo de reflexão multidisciplinar formado por várias entidades, como por exemplo a Guarda Nacional Republicana (GNR). Neste processo, a GNR irá gerir a linha SOS Animal, bem como ações de fiscalização ambiental em todas as nove ilhas, lê-se na nota.
Atualmente, a GNR tem equipas técnicas especializadas nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, além de militares com formação ambiental que estão distribuídos pelas outras ilhas.
Quem fez o anúncio desta estratégia foi António Ventura, secretário regional da Agricultura e Alimentação, na abertura do seminário “Sustentabilidade Agropecuária nos Açores: Ciência, Políticas Públicas e Proteção do Território”, em Angra do Heroísmo.
O seminário contou com a participação de especialistas, representantes da Universidade dos Açores, da Associação Agrícola da Ilha Terceira e de várias autoridades locais que defenderam a importância de reforçar a ligação entre investigação científica, políticas públicas e proteção do território. Pois, segundo a nota, é essencial para que se garanta efetivamente uma maior sustentabilidade no setor agropecuário.
A fiscalização e o cumprimento da lei em vigor também teve lugar no debate, onde as autoridades presentes sublinharam a importância de assegurar padrões de elevados de qualidade e de conformidade nas práticas desenvolvidas na Região, lê-se na nota de imprensa.
Assim,
com este plano, o Governo dos Açores pretende consolidar o bem-estar
animal como um fator de competitividade e valorização da produção
agropecuária açoriana nos mercados nacional e internacional, conclui a
nota.
