"Questões orçamentais não podem retirar à sociedade valores solidários"

"Questões orçamentais não podem retirar à sociedade valores solidários"

 

Lusa/AO Online   Regional   20 de Dez de 2011, 05:32

O presidente do Governo Regional dos Açores afirmou hoje ser fundamental, em tempos de crise, distinguir entre despesas necessárias e desnecessárias, mas sublinhou que "as questões orçamentais não podem retirar à sociedade valores” de solidariedade.

“Vivemos um tempo difícil e sobretudo um tempo em que se sucedem os equívocos. Na verdade há quem critique muito as despesas dos Estados, dos Governos, das instituições e até das famílias, mas é preciso fazer uma destrinça na qualificação desta despesa”, salientou Carlos César.

O presidente do Governo Regional dos Açores falava na festa de Natal da Santa Casa da Misericórdia de Santo António da Lagoa, na ilha de S. Miguel.

“Há a chamada boa despesa e a má despesa; a despesa que é prescindível, mas [também] a despesa que é indispensável no plano moral, no ético e no plano dos valores que devem animar e que devem estruturar uma sociedade que se pretende solidária e justa”, frisou o presidente do Governo Regional.

No entender do presidente do Governo, o “pretexto da despesa” não pode retirar à sociedade os necessários apoios, sobretudo para as pessoas mais idosas.

Por isso, "uns devem pagar agora, para garantir que depois as pessoas mais idosas desfrutem de apoios de segurança social, tenham disponibilidade para terem as suas pensões e tenham meios de se auto-gerirem e de viverem satisfazendo os seus compromissos essenciais", disse.

Carlos César referiu-se ao setor da Segurança Social para sublinhar que "não faz sentido que ela deixe de ser um testemunho público".

Pela frente está “um caminho difícil que é distinguir a despesa que se pode fazer da despesa que não se deve fazer, mas não destruir este valor geracional de transmissão generosa do nosso esforço às gerações futuras", afirmou o governante.

"É indispensável também, e este tempo de Natal é muito propício para essa reflexão, que se estimule não só a solidariedade entre as pessoas, os países, as instituições e as famílias, como a solidariedade intergeracional", sublinhou.


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