“Temos orgulho no caminho feito. Orgulho numa governação que procura colocar a pessoa no centro das políticas, só possível graças à autonomia que hoje celebramos”, afirmou Pedro Pinto na sessão solene do Dia dos Açores, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, no ano em que se comemoram os 50 anos de autonomia.
O parlamentar referiu que “uma autonomia adulta assume responsabilidades, mas também reivindica perante a República quando é justo fazê-lo”.
“Uma autonomia adulta exige respeito de Lisboa, mas também exige rigor, trabalho e prestação de contas cá dentro. Não mendiga. Exige o que é seu de direito”, acrescentou.
E prosseguiu: “Uma autonomia que nos pede a coragem de ir mais longe. De romper a espuma e navegar sem medo, com a ousadia de outrora de um bote baleeiro em cada saída ao mar, com a firmeza do capinha quando dá um passo ao toiro, com a fé serena que carrega o manto do Senhor Santo Cristo. E com a força da coroa do Divino Espírito Santo que cada açoriano carrega na alma.”
“E é por tudo isto que olhamos para os próximos 50 anos com esperança”, vincou.
Antes, no seu discurso, Pedro Pinto disse que o Dia da Região é celebrado num ano particularmente significativo, pelos 50 anos da autonomia.
Uma data para honrar, sem exceção, “todos os que lutaram por ela, que a construíram, que a serviram e que, em tempos difíceis, acreditaram que os Açores podiam ter voz própria, instituições e destino próprio”.
“Mas a autonomia não pode ser apenas memória, nem uma cerimónia histórica”, advertiu, referindo que não se esgota nos poderes conquistados, mas “constrói-se e mede-se diariamente”.
“Com justiça, olhamos para o caminho que os açorianos fizeram nestes 50 anos e concluímos que o progresso foi imenso. E desde 2021, com o primeiro orçamento desta coligação de governo [PSD/CDS-PP/PPM], aceleramos o progresso social, precisamente porque temos autonomia”, admitiu.
Pedro Pinto apontou que o executivo criou o programa Novos Idosos, inovador a nível internacional, melhorou os apoios à terceira idade e os Açores são a região do país com os impostos mais baixos.
Para o líder parlamentar do CDS-PP, um dos grandes desafios do momento é “dar aos jovens razões para ficar”, mas para tal não basta ter formação ou emprego, é preciso ter casa.
Para o partido, há uma política pública de habitação “com escala, direção e sensibilidade social” e, em relação ao passado, “há uma diferença fundamental: hoje há um caminho, há obra e prioridades focadas nas pessoas”, referiu.
“E, para nós, a habitação não é apenas construção. É o lugar onde uma família começa. Onde uma criança cresce e é educada. É o lugar onde um idoso deve poder envelhecer com segurança”, salientou, referindo que o partido levou a matriz democrata-cristã para a governação dos últimos seis anos.
As comemorações que hoje decorrem em Ponta Delgada são uma organização conjunta da Assembleia Legislativa e do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), na sequência da instituição do Dia da Região Autónoma dos Açores, em 1980, para comemorar a açorianidade e a autonomia.
A data, feriado regional, é celebrada na Segunda-feira do Espírito Santo.
Na sessão solene vão ser impostas 25 insígnias honoríficas açorianas que distinguem cidadãos e pessoas coletivas que se tenham destacado “por méritos pessoais ou institucionais, atos, feitos cívicos ou por serviços prestados à região”.
Serão atribuídas seis insígnias autonómicas de reconhecimento, duas de mérito profissional, três de mérito industrial, comercial e agrícola, e catorze de mérito cívico.
CDS-PP/Açores tem orgulho no caminho feito e esperança nos próximos 50 anos da região
O líder parlamentar do CDS-PP no parlamento dos Açores, Pedro Pinto, disse que o partido, que integra a coligação governativa regional, tem “orgulho no caminho feito” e olha para os próximos 50 anos da região “com esperança”.
Autor: Lusa
