Quercus exige maior protecção de habitats


 

lusa   Regional   7 de Set de 2008, 17:35

A Quercus exige um reforço do investimento público na conservação de habitats e espécies.

Numa informação sobre o relatório de implementação da Directiva Habitats na União Europeia (UE)entre 2001 e 2006, a associação ambientalista afirma que "10 anos depois do início da implementação da Directiva Habitats o panorama é extremamente negativo".

Por isso, a Quercus "exige um reforço do investimento público na conservação de habitats e espécies e um outro empenho por parte dos governos da República e Regiões Autónomas" no cumprimento dos compromissos que o Estado português assumiu internacionalmente.

A Quercus chama a atenção para o estado de "conservação desfavorável" de vários habitats e espécies em Portugal e critica "a elevada ausência de informação disponível no âmbito da caracterização de habitats e espécies".

"Cerca de 60 por cento dos habitats e 33 por cento das espécies representados nas diferentes áreas biogeográficas de Portugal apresentam um estatuto de conservação desfavorável", defende.

O relatório de implementação da Directiva Habitats na UE encontra-se em consulta pública até 15 de Setembro.

Um dos seus artigos estabelece a obrigatoriedade dos Estados membros prestarem informações sobre as medidas de conservação adoptadas e resultados da sua aplicação, explica a Quercus e avança que "até à presente data o Instituto para a Conservação da Natureza e Biodiversidade não disponibilizou o relatório técnico e o resumo não técnico para consulta".

Por isso, a associação analisou os dados on-line pela Comissão Europeia e concluiu que "ao nível do estatuto de conservação dos habitats e espécies, constata-se que cerca de 60 por cento dos habitats e 33 por cento das espécies representados nas diferentes áreas biogeográficas apresentam um estatuto desfavorável".

Para a Quercus, se continuar "o desinvestimento no conhecimento e na conservação da natureza e da biodiversidade, é mais que provável que, num futuro próximo, o panorama seja ainda mais negativo com custos gravosos para o ambiente e desenvolvimento do país".


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