Açoriano Oriental
PS/Açores diz que novo ciclo político dará “garantia de previsibilidade” de obras públicas

O dirigente socialista Miguel Costa disse que o próximo ciclo político nos Açores, na sequência das eleições legislativas regionais de outubro, terá uma “garantia de previsibilidade” de obras públicas.

PS/Açores diz que novo ciclo político dará “garantia de previsibilidade” de obras públicas

Autor: Lusa/AO Online

Na sequência de um encontro solicitado ao PS/Açores pela AICOPA - Associação Dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas dos Açores, o dirigente socialista declarou à Lusa que a previsão das obras públicas é garantida pelos planos anuais aprovados pelo parlamento regional e está convicto que o próximo ciclo político, a par das obras motivadas pelo furacão Lorenzo, dá uma “garantia de previsibilidade”, que “é fundamental”.

O dirigente frisou que existe um “grande ciclo de investimento público para os próximos anos”, destacando a “competente atuação da construção civil num momento muito crítico da pandemia da covid-19, em que não parou”, o que se revelou “fundamental para a economia açoriana”.

A presidente da AICOPA, Alexandra Bragança, manifestou preocupação em relação à mão-de-obra qualificada no setor da construção civil, assunto que “não ficou resolvido” apesar de se terem realizado uns cursos de formação intensiva no final de 2019, “não tendo sido suficientes os formandos para suprir as necessidades das empresas”.

“Se queremos que na região haja ‘know-how’ para levar algumas obras para a frente, há que ter pessoas qualificadas para determinados trabalhos”, declarou Alexandra Bragança, que frisou que as empresas setor “continuam a sentir que esta mão-de-obra não existe”.

A dirigente lamentou que, desde que tomou posse, o Conselho Regional das Obras Públicas (CROP) não tenha realizado “nenhuma reunião”, tendo destacado que é na sede deste organismo que são discutidas as preocupações do setor e que têm assento os parceiros sociais.

Alexandra Bragança sublinhou a premência deste órgão em reunir-se porque deu entrada na Assembleia da República um novo projeto de lei que visa alterar o código dos contratos públicos, que necessita de ser adaptado aos Açores.

O CROP é composto por vários elementos da estrutura do Governo Regional e um representante da Região Autónoma dos Açores no Instituto da Construção e do Mobiliário (InCI).

Integram ainda este órgão representantes da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, da AICOPA, da Delegação dos Açores da Ordem dos Arquitetos, da Secção Regional dos Açores da Ordem dos Engenheiros, da Secção Regional dos Açores da Ordem dos Engenheiros Técnicos e da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores.

Neste momento, o setor da construção civil é responsável por cerca de oito mil trabalhadores, sendo cerca de 300 as empresas a operar no mercado, segundo a presidente da AICOPA.


 
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