Portugueses distanciados das Forças armadas


 

Lusa/Ao On line   Nacional   22 de Out de 2009, 06:18

O distanciamento dos portugueses em relação ao trabalho e ao papel das Forças Armadas é uma das principais conclusões de um inquérito elaborado pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES), adiantou à Lusa a socióloga Helena Carreiras.

“Em termos muito gerais, comprova-se a ideia de um distanciamento, as pessoas estão relativamente distantes” da instituição militar, afirmou a investigadora do ISCTE, que hoje ao final da tarde apresenta em Lisboa os resultados globais de um inquérito no âmbito do projecto “As Forças Armadas Portuguesas após a Guerra Fria”.

O inquérito, feito através de entrevista directa a mais de 1500 pessoas, faz parte do projecto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia para o período 2007-2010 e vai permitir conhecer uma realidade que não era estudada com esta profundidade “há dez anos”, referiu Helena Carreiras.

Segundo a socióloga, especialista em questões ligadas às Forças Armadas, “o grande objectivo é conhecer melhor” a relação e a percepção do cidadão comum sobre a instituição militar e “analisar toda a informação, cruzando as variáveis o mais possível para aprofundar as interpretações”.

O inquérito, feito a pessoas com mais de 30 anos e procurando reproduzir uma amostra representativa da sociedade portuguesa cruzando elementos como sexo, idade, instrução ou ‘habitat’, incidiu sobre áreas como o contexto internacional e a relação de Portugal com outros parceiros ao nível da Defesa, como a União Europeia.

“Houve também um grande módulo sobre a necessidade e importância das Forças Armadas, a sua missão, a profissionalização, o emprego, os orçamentos de Defesa, os direitos dos militares”, assinalou Helena Carreiras, referindo que os entrevistados foram também confrontados com questões relacionadas com “Identidade Nacional e Defesa”.

A socióloga adiantou que a equipa que está a levar a cabo o estudo sobre “As Forças Armadas Portuguesas após a Guerra Fria” - que termina no próximo ano - é constituída “maioritariamente” por investigadores e doutorandos do ISCTE, mas conta também com a participação de vários militares.

A apresentação dos resultados globais do inquérito vai contar com a participação da professora catedrática do ISCTE e ex-deputada do PS, Maria Carrilho.


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