Polícias manifestam-se contra medidas de austeridade


 

Lusa/AO On Line   Nacional   14 de Dez de 2010, 05:46

 Agentes das forças e dos serviços de segurança manifestam-se hoje em frente à residência oficial do primeiro-ministro em Lisboa para alertar José Sócrates para os perigos das medidas de austeridade anunciadas pelo Governo.

Agentes da PSP, GNR, Polícia Marítima, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Guarda Prisional e ASAE vão concentrar-se a partir das 16:00 para alertar para os perigos das “medidas impostas pelo Governo nos últimos anos” e para as eventuais repercursões das medidas de austeridade previstas para 2011.

A decisão da concentração partiu da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, organismo que representa cerca de 35 mil agentes.

Paulo Rodrigues, da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), explicou à agência Lusa que as medidas do Governo "são prejudiciais para o funcionamento das instituições”, criando “desmotivação" entre os profissionais das diversas forças e serviços de segurança que "se reflete negativamente no trabalho prestado”.

Entre as alterações recentes de “atropelo claro dos direitos dos profissionais”, Paulo Rodrigues lembrou o fim das compensações salariais criadas para equilibrar “os fracos salários”.

A CCP alerta agora para o “agravamento da situação” caso as medidas de austeridade previstas para 2011 venham a ser impostas às forças policiais: “Já não é apenas uma questão sócio-profissional, porque além dos direitos dos polícias estão também em causa os direitos dos cidadãos”, disse Paulo Rodrigues.

O representante sindical lembra que sem dinheiro “será mais difícil para as instituições conseguirem continuar com a qualidade que é preciso”, principalmente numa época em que "a grande criminalidade está em alta" e “a pequena criminalidade tem tendência a crescer”.

A manifestação em frente à residência oficial de José Sócrates servirá para chamar a atenção do primeiro-ministro para o risco de “a segurança pública vir a ser prejudicada”: "A redução da despesa pode vir a encarecer-nos em dobro no futuro”, sublinhou o sindicalista.


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