Parque das Nações quer que Jornadas Mundiais da Juventude tragam centro de saúde


 

Lusa/Ao online   Nacional   17 de Fev de 2019, 14:38

A autarquia do Parque das Nações, em Lisboa, pretende que, até 2022, data da realização das Jornadas Mundiais da Juventude, possa estar concluída a construção de equipamentos básicos para a freguesia, como o Centro de Saúde.

Há duas semanas, no final da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2019, que decorreu entre 22 e 27 de janeiro na Cidade do Panamá, foi anunciado o nome da cidade de Lisboa como a próxima capital da juventude católica de todo o mundo em 2022.

O recinto das próximas JMJ, o maior evento organizado pela Igreja Católica, irá ser montado nos terrenos da Parque Tejo, compreendendo áreas dos municípios de Lisboa e de Loures, mais concretamente da freguesia do Parque das Nações (Lisboa) e da Bobadela (Loures).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da junta de freguesia do Parque das Nações, Mário Patrício (PS), congratulou-se com a escolha do local, sublinhando que o evento pode ser o “remate final” daquilo que foi iniciado há 20 anos com a Expo’98.

“Admito que possa concluir o que foi deixado há 20 anos. Que seja a conclusão da consolidação de um território que há 20 anos era um espaço desprezível da cidade e hoje é um ponto de atração turística”, apontou.

Contudo, o autarca socialista ressalvou que, apesar de todo o entusiasmo e disponibilidade para acolher o evento, a principal preocupação da autarquia é que, até 2022, possam estar concluídas as obras do futuro centro de saúde e da escola básica integrada da zona sul do Parque das Nações.

“Eu espero que, antes de 2022, se possam concluir aqueles equipamentos que são tão aguardados aqui pela comunidade. A questão do centro de saúde e das escolas. É a nossa preocupação no imediato”, sublinhou o autarca.

Ainda sobre os projetos para a reabilitação daquele espaço, e reconhecendo que a junta de freguesia “ainda dispõe de pouca informação sobre o assunto”, Mário Patrício considerou que as intervenções expectáveis “são aquelas que já há muitos anos estavam previstas” e que agora, com a realização deste evento, “serão finalmente concretizadas”, nomeadamente a construção do passeio ribeirinho e a consolidação do aterro de Beirolas.

“As coisas não estavam esquecidas, mas com este evento iremos acelerar o processo”, apontou.

Sobre o papel da junta de freguesia neste processo, Mário Patrício explicou que a autarquia dispõe de competências ao nível de manutenção do espaço público e da limpeza e considerou que essas competências terão de ser reforçadas para o evento, de modo a que “estejam criadas as condições para acolher todos os visitantes e responder às necessidades”.

O autarca sublinhou, ainda, que o Parque das Nações “é um território habituado a receber alguns eventos de grande dimensão, como foi o caso da Eurovisão e da Web Summit, mas reconheceu que as JMJ apresentam características distintas.

Relativamente ao impacto na vida da freguesia, Mário Patrício ressalvou que o facto de o evento se realizar no verão “não irá causar tantos transtornos”.

O otimismo do autarca do Parque das Nações é partilhado por Carlos Ardisson, da associação de moradores A Cidade Imaginada Parque das Nações, que acredita que este evento trará grandes benefícios ao território.

“Recebemos a notícia com muita alegria e satisfação por receber um evento desta natureza. As nossas expectativas são muito elevadas porque acreditamos que irá reabilitar este espaço”, apontou.

Contudo, Carlos Ardisson defendeu que qualquer intervenção que ocorra no âmbito da organização das JMJ “deverá ter um caráter definitivo e servir para o futuro”.

Relativamente ao facto de parte do terreno que irá acolher as JMJ se localizar numa antiga lixeira, o morador considera que não levanta problemas porque já foi selada há quase 30 anos.

“Este é exatamente o tempo ideal para ser requalificado e que permita fechar aquela malha de jardins e ser mais um espaço de grande qualidade e de usufruto da população”, sublinhou.


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