“Ao reduzir assimetrias entre diferentes zonas da ilha, promove maior integração entre comunidades, acesso mais equilibrado a serviços e oportunidades e reforço da equidade territorial”, afirmou a secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM.
Berta Cabral, que visitou a obra, referiu, citada numa nota de imprensa do Governo Regional, que a empreitada se insere “numa visão estratégica de desenvolvimento harmonioso dos Açores, aproximando territórios e fortalecendo a unidade regional, criando mais segurança e resiliência”.
A variante, considerada pelo executivo açoriano como “uma das mais relevantes infraestruturas rodoviárias atualmente em desenvolvimento na ilha de São Miguel”, representa um investimento superior a 45 milhões de euros, financiado maioritariamente pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O projeto afirma-se como “um marco na modernização da rede viária regional” e constitui um exemplo da aplicação de fundos europeus ao serviço do desenvolvimento estrutural dos Açores.
A nova via, que tem uma extensão aproximada de 8,3 quilómetros, acrescida de uma ligação adicional de 1,4 quilómetros à vila das Capelas, no concelho de Ponta Delgada, foi concebida para ligar de forma mais eficiente a vertente norte à zona sul da ilha, garantindo uma conexão mais direta entre o noroeste de São Miguel e o principal centro urbano (Ponta Delgada).
A infraestrutura “permitirá reduzir significativamente os tempos de deslocação, terá percursos mais seguros e diretos e diminuirá o tráfego em centros urbanos e freguesias”, lê-se.
Berta Cabral considerou que a melhoria das acessibilidades “representa um fator determinante para o crescimento económico” e que a variante reforça a ligação entre zonas periféricas e Ponta Delgada, “criando condições para dinamização do comércio local, estímulo ao turismo regional e facilitação da circulação de pessoas e bens”.
“Ao tornar o território mais acessível e eficiente do ponto de vista logístico, esta infraestrutura contribui para aumentar a competitividade da região e a sua atratividade para investimento”, afirmou.
Segundo o executivo açoriano, a nova via foi projetada com padrões modernos de engenharia e contempla soluções que ajudam a mitigar riscos naturais, nomeadamente problemas de inundações que têm afetado algumas freguesias do concelho de Ponta Delgada.
“Esta abordagem reforça a resiliência do território face a fenómenos naturais, uma prioridade num contexto insular particularmente exposto”, é referido, destacando-se estar em causa uma visão estratégica de longo prazo, que alia “desenvolvimento económico, sustentabilidade e qualidade de vida”.
Em janeiro, o Governo dos Açores referiu que a nova via rodoviária da ilha de São Miguel deverá estar concluída em setembro.
Na altura, Berta Cabral reafirmou que a conclusão da variante às Capelas é uma “prioridade fundamental” no Plano Regional Anual para 2026, reforçando "o compromisso político e institucional com a execução rigorosa dos fundos comunitários".
Governo dos Açores diz que variante às Capelas é instrumento de coesão social
O Governo dos Açores considerou que a variante às Capelas, atualmente em construção na ilha de São Miguel, num investimento superior a 45 milhões de euros, é “um instrumento de coesão social e territorial”.
Autor: Lusa
