Os dados foram revelados pela secretária regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro, na reunião do Conselho Coordenador do Sistema Educativo Regional, que decorreu , na Escola Secundária Domingos Rebelo, em Ponta Delgada.
Citada em nota de imprensa, publicada no Portal do Governo, a governante assinalou o “forte investimento” que o executivo de coligação PSD/CD/PPM fez, num momento em que há uma clara diminuição demográfica no arquipélago.
“É necessário analisar as alterações dos indicadores
registados, analisar as suas razões, para podermos definir as
estratégias para a Educação”, afirmou, citada na nota.
Perante os
presidentes das escolas dos Açores, representantes dos sindicatos e das
associações de pais, Sofia Ribeiro desvendou os mais recentes números:
as escolas públicas da Região passaram dos 36.135 estudantes no ano
letivo de 2019 para 31.305 em 2026, uma quebra assinalável de quase 5
mil alunos a menos.
Mas, por outro lado, a responsável pela pasta da Educação registou um “aumento da proporção de alunos que estão a concluir o ensino secundário”, a que atribui uma “maior valorização dos estudos e do trabalho desenvolvido pelas escolas”.
No que toca ao quadro de docentes, Sofia Ribeiro indica que há “mais de 500 professores em exercício efetivo de funções nos quadros das escolas”, face ao número existente em 2019.
Também no pessoal da ação educativa se verificou um aumento, de mais de 200 trabalhadores: enquanto no ano letivo 2019/2020 havia em quadro 1.916 trabalhadores, “hoje temos 2.145 trabalhadores da ação educativa nos quadros das nossas escolas”.
Contudo, há um desafio que tem de ser ultrapassado, considera Sofia Ribeiro, apontando a mira ao absentismo, adiantou.
A taxa de abandono precoce da educação e de formação é, no entanto, um dos calcanhares de Aquiles: com a meta de 15% até 2030, “aproximando a Região dos números registados no resto do país”, os Açores ainda estão a mais de seis pontos percentuais do objetivo.
“Nós tivemos uma primeira queda significativa em 2021, depois de cinco anos com valores estagnados. Neste momento o valor é de 21,1%”, referiu Sofia Ribeiro.
De assinalar, ainda, o aumento do apoio social escolar por aluno, mesmo com a diminuição do número de estudantes.
“Por
via apenas da evolução do rendimento das famílias, nós conseguimos
reduzir a necessidade de recurso à atribuição da Ação Social Escolar aos
alunos carenciados”, lembrou Sofia Ribeiro.
