Números do desemprego baixam pela primeira vez


 

Lusa/AO On line   Nacional   17 de Dez de 2010, 05:58

 O secretário de Estado do Emprego sublinhou hoje que o número de desempregados inscritos situou-se em novembro pela primeira vez em 2010 abaixo das 550 mil pessoas, uma "satisfação" para o Governo embora os números sejam "muito elevados".

"O resultado é, apesar de tudo, positivo", disse Valter Lemos, que acredita que 2010 encerrará "a descer e não a subir" em matéria de desempregados inscritos nos centros de emprego, "um fator positivo".

O número de desempregados inscritos em novembro nos centros de emprego diminuiu 0,7 por cento face a outubro, com a fasquia a situar-se nos 546.926 desempregados, a primeira vez em 2010 abaixo dos 550 mil, informou hoje o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Face a dados homólogos, de acordo com a informação mensal publicada pelo organismo, o desemprego registado foi em novembro 4,4 por cento superior ao mesmo mês em 2009.

Para o secretário de Estado do Emprego, em 2010 "conseguiu-se conter a subida" do número de desempregados em 2010, mesmo com uma "subida durante o ano de três décimas, provavelmente".

"Agora o esforço terá de ser ver se é possível manter essa contenção de subida para que no próximo ano, se a economia se mantiver minimamente com sinal positivo, possamos evitar que o desemprego cresça", disse Valter Lemos à agência Lusa.

De qualquer forma, o governante reconheceu que não é expetável que os números do desemprego sofram descidas "muito significativas" em 2011.

"Se conseguirmos conter estes valores como já conseguimos conter razoavelmente em 2010, já será um objetivo razoavelmente conseguido", sustentou.

Valter Lemos destacou ainda o "reforço de um conjunto de medidas" aprovadas na quarta-feira em conselho de ministros "especialmente dirigidas" a jovens e mulheres, grupos particularmente afetados pelo desemprego.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.