“Sou inocente. Não sou culpado de nada do que foi aqui mencionado”, afirmou Maduro, ao ser questionado sobre como se declarava, quando foi presente, pela primeira vez, a um juiz de Nova Iorque e dois dias depois de ter sido detido em Caracas no âmbito de uma operação conduzida por forças especiais dos Estados Unidos, cujos contornos continuam a ser contestados por Caracas.
Barry Pollack, advogado do Presidente venezuelano, esclareceu perante o juiz que "por enquanto não pedirá fiança" para Maduro, embora não tenha descartado fazê-lo mais tarde.
Um Nicolás Maduro desafiador autoproclamou-se “Presidente do seu país” ao protestar contra a sua captura e ao declarar-se inocente das acusações federais de tráfico de droga que o Governo do Presidente Donald Trump usou para justificar a sua retirada à força do país.
“Fui capturado”, disse Maduro em espanhol, traduzido por um repórter presente no tribunal, antes de ser interrompido pelo juiz.
A comparência em tribunal dá início ao processo mais importante do Governo norte-americano em décadas contra um chefe de Estado estrangeiro.
O caso criminal em Manhattan desenrola-se tendo como pano de fundo diplomático uma audaciosa mudança de regime orquestrada pelos EUA, que Trump argumentou permitir ao seu Governo controlar o país sul-americano.
Maduro, envergando um uniforme azul de recluso, foi conduzido ao tribunal juntamente com a sua mulher, Cilia Flores, também arguida, pouco antes do meio-dia para o breve, mas necessário, procedimento legal.
Ambos colocaram auscultadores para ouvir o processo em inglês enquanto era traduzido para espanhol.
