Feridos e mortos em incêndio na Suíça já foram identificados

As 40 pessoas mortas e 116 feridas no incêndio em um bar da estância de esqui suíça de Crans-Montana, na noite de Ano Novo, foram todas identificadas, anunciou a polícia do cantão de Valais em comunicado



A polícia esclareceu que o número de feridos, anteriormente divulgado como 119, foi revisto para 116 porque "três pessoas feridas que deram entrada nas urgências naquela noite foram erradamente ligadas ao incêndio".

Entre os feridos estão 68 suíços, 21 franceses, 10 italianos, quatro sérvios, dois polacos, um belga, uma portuguesa, um checo, um australiano, um bósnio, um congolês, um luxemburguês e quatro cidadãos com dupla nacionalidade (França/Finlândia, Suíça/Bélgica, França/Itália e Itália/Filipinas), acrescentou a polícia, sublinhando que 83 destes permanecem hospitalizados.

No domingo, a polícia do cantão do Valais anunciou que as 40 pessoas que morreram no incêndio no bar em Crans-Montana na noite de Ano Novo já haviam sido identificadas.

A polícia contabilizou, entre os mortos, um total de 21 suíços, nove franceses, incluindo um franco-suíço, uma pessoa com tripla nacionalidade França/Israel/Reino Unido, seis italianos, incluindo um italo-emiradense, uma belga, uma portuguesa, um romeno e um turco, segundo o comunicado.

As vítimas mortais têm entre 14 e 39 anos, sendo 21 dessas menores.

Além da portuguesa ferida, o Governo português confirmou e lamentou no domingo a morte de uma cidadã nacional.

“O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma e lamenta profundamente a morte da cidadã de nacionalidade portuguesa, Fany Pinheiro Magalhães, que estava desaparecida na sequência da tragédia ocorrida em Crans-Montana, na Suíça. Quer as autoridades suíças, quer o Estado português já apresentaram condolências à família”, indicou o Executivo num curto comunicado.

O incêndio no “Le Constellation”, um bar na estância de esqui suíça de Crans-Montana, deflagrou pela 01:30 do dia 01 de janeiro.

As autoridades suíças abriram uma investigação criminal aos proprietários do bar, um casal francês, que podem ser acusados de homicídio involuntário, dado que, segundo dados preliminares, o fogo terá sido desencadeado por velas incandescentes colocadas em garrafas de champanhe que terão tocado o teto do bar.

Segundo os registos comerciais consultados pela agência de notícias AFP, Jacques e Jessica Moretti, proprietários do “Le Constellation” e de outros dois estabelecimentos em Crans-Montana e na cidade vizinha de Lens, já foram ouvidos como testemunhas.


PUB

Premium

Os sindicatos dos professores dos Açores alertam que o ano de 2026 será marcado pela escassez de docentes qualificados, dificuldades na fixação de profissionais e pela urgência na valorização da carreira, admitindo que estas serão as principais reivindicações