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Eleições Legislativas
Montenegro dá nota “mais negativa do que positiva” à PGR e quer reformar Justiça tal como PS

O presidente do PSD deu huma nota “mais negativa do que positiva” à Procuradora-Geral da República e o secretário-geral do PS rejeitou críticas diretas, num debate em que ambos concordaram com a necessidade de reformar a Justiça.

Montenegro dá nota “mais negativa do que positiva” à PGR e quer reformar Justiça tal como PS

Autor: Lusa/AO Online

Estas posições foram veiculadas no último debate no âmbito das legislativas antecipadas de 10 de março, transmitido em simultâneo na TSF, Antena 1, Rádio Observador e Rádio Renascença, com todos os líderes de partidos com assento parlamentar, menos do Chega, no qual as duas maiores forças políticas - PS e PSD - se mostraram disponíveis para reformar o setor da Justiça.

Neste tema, Luís Montenegro, em representação da Aliança Democrática (coligação que junta sociais-democratas, CDS-PP e PPM), foi desafiado a fazer um balanço sobre o mandato da Procuradora-Geral da República, Lucília Gago.

“Merece uma nota, enfim, mais negativa do que positiva para ser mais contundente na medida em que o Ministério Público tem, fruto da sua ação, muitas vezes visto as suas conclusões contrariadas por decisões de juízes. E portanto, desse ponto de vista, é criada uma expectativa relativamente a acusações que são feitas, relativamente a imputações que são feitas até em fases processuais anteriores à acusação que muitas vezes não têm respaldo”, respondeu.

Na ótica de Luís Montenegro, “o Ministério Público não existe para acusar, existe para investigar”, ressalvando que “não existe nenhum problema do ponto de vista legal com o MP em Portugal”.

Já o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, rejeitou fazer críticas diretas a Lucília Gago, salientando que “há um mandato que está a terminar” e que não devem ser anunciadas mudanças neste momento, dizendo apenas que existe “um clima de dúvida, de desconfiança” na Justiça.

O PS quer “clarificar a hierarquia do Ministério Público sem nunca colocar em causa a sua autonomia” e Pedro Nuno Santos defendeu que a comunicação pública deste órgão “deve ser clara”.


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