McNamara duvida que tivesse investido na onda surfada pela "super-Maya"

McNamara duvida que tivesse investido na onda surfada pela "super-Maya"

 

Lusa/AO Online   Outras modalidades   30 de Out de 2013, 07:47

O havaiano Garrett McNamara assumiu que talvez não surfasse a onda que provocou a fratura do perónio direito a Maya Gabeira, na segunda-feira, na Praia do Norte, mas elogiou a brasileira.

 

"A onda da Maya foi enorme, foi uma das maiores do dia e surfou-a tão bem como qualquer pessoa a poderia surfar, fez tudo o que lhe era possível para concretizar a onda, que era tão selvagem, com tantos sobressaltos e tão rápida, que eu, honestamente, não sei me teria feito àquela onda e não sei se muitos surfistas se fariam àquela onda. O que ela fez foi fantástico, para mim a Maya foi uma supermulher, para mim é a super-Maya", afirmou McNamara.

O havaiano, que surfou em 28 de janeiro de 2013 uma onda que se acredita possa ter chegado aos 30 metros, também na Praia do Norte, reconheceu que o incidente que afetou a surfista brasileira foi "uma grande infelicidade", advertindo que "se a preparação e as condições de segurança necessárias estivessem em funcionamento não lhe aconteceria".

"A preparação e os procedimentos de segurança são a chave para o sucesso em qualquer situação. Eles não tinham uma equipa adequada e uma equipa de segurança adequada", rematou McNamara, na Escola Superior de Desporto de Rio Maior.

À margem de uma conferência em que abordou o tema da segurança na sua atividade, o havaiano, de 46 anos, explicou as exigências das ondas na Praia do Norte.

"A Nazaré é muito desafiante, mas necessita de algo que não é preciso no resto da Europa, como um jet-ski, um jet-ski de prevenção, ter pessoas para os conduzir, pessoas para observar na costa. A maioria das pessoas não percebe que a Nazaré é totalmente diferente do que qualquer outra coisa que tenha surfado", salientou.

No entanto, McNamara enalteceu a capacidade demonstrada pela surfista brasileira, que venceu cinco vezes o galardão feminino para ondas gigantes, nos prémios Billabong XXL.

"A Maya treina melhor do que qualquer pessoa que treine para isto. Ela está perfeitamente em forma para o que quer fazer, ela preparou-se devidamente, estava pronta e ela conseguiu. Eu nunca vi ninguém fazer o que ela fez e sobreviver, foi impressionante, graças ao facto de estar em tão boa forma. Um surfista mediano não sobreviveria, mesmo um surfista preparado para isso poderia não sobreviver, mas com a equipa de segurança certa e com o equipamento certo qualquer um sobreviveria", garantiu.

McNamara recusou qualquer tipo de rivalidade com o brasileiro Carlos Burle, que poderá ter surfado na segunda-feira uma onda de maior dimensão do que a sua, preferindo destacar os benefícios obtidos para a vila.

"Eu convidei-os no ano passado e fiquei muito contente por vê-los cá este ano. É fantástico para a Nazaré e para Portugal ver mais pessoas virem e chamarem a atenção para mais pessoas virem. O nosso objetivo foi conseguido e superado 10 vezes, mais do que podíamos sonhar, para sucesso da Nazaré", concluiu.

Em 01 de novembro de 2011, McNamara bateu pela primeira vez o recorde da maior onda surfada, com um registo certificado pela Guiness World Records. Esta mesma onda valeu-lhe o prémio de maior onda da competição Billabong XXL Global BigWave Awards.

O havaiano continuou a tentar a sorte na Nazaré, tendo surfado, em 28 de janeiro de 2013, uma onda que se acredita possa ter chegado aos 30 metros. No entanto, McNamara retirou-a do concurso da Billabong, por ser "fortemente contra" o consumo de álcool, e aquele ser patrocinado pela cerveja mexicana Pacífico.

Na altura, McNamara realçou o seu gosto pelo surf, considerando que não necessitava que um painel da Billabong medisse a dimensão da onda.

Na segunda-feira, além de Burle, também o britânico Andrew Cotton surfou uma onda que se considera passível de superar a de janeiro de McNamara, enquanto os brasileiros Felipe Cesarano e Pedro Scooby também investiram em ondas gigantes.

 


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