Malala promete continuar a lutar pelas crianças que "só querem um livro e uma caneta"

Malala promete continuar a lutar pelas crianças que "só querem um livro e uma caneta"

 

Lusa/AO online   Internacional   20 de Nov de 2013, 10:30

A ativista paquistanesa Malala Yousafzai, que recebeu esta quarta-feira o prémio Sakharov das mãos do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, prometeu continuar a defender a educação das crianças e os direitos básicos da população.

Malala, que dedicou o prémio aos "heróis anónimos do Paquistão e a todas as pessoas que lutam pelos seus direitos básicos", salientou que há muitas crianças no mundo que, sem acesso a comida nem a água continuam a ter "fome de educação" e apelou a uma mudança de ideologia".

Estas crianças "não querem iphones, nem Xbox, nem Playstations, só querem um livro e uma caneta", afirmou no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

A jovem paquistanesa de 16 anos sublinhou que "este prémio de prestígio" a encoraja a continuar a desenvolver a sua luta e acrescentou que "há esperança" para as vítimas da violência, do abuso sexual, do terrorismo, enquanto as crianças tiverem pessoas que falem por elas e tomem uma ação.

Martin Schulz elogiou a "rapariga que quer ser lembrada pela sua luta pela educação e não por ter sido baleada pelos talibãs" e considerou que Malala é já "um símbolo global da resistência contra o fanatismo e a favor dos direitos das crianças".

Malala Yousafzai contestou o encerramento das escolas para raparigas pelos talibãs e começou um blogue sob o pseudónimo Gul Makai, tornando-se muito popular.

Quando a sua identidade foi revelada, foi alvo de ameaças que culminaram, em outubro de 2012, numa tentativa de homicídio, quando Malala foi atingida por atiradores talibãs quando regressava a casa num autocarro escolar.

O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, atribuído desde 1988, tem um valor de 50 mil euros e tem como objetivo premiar os defensores dos direitos humanos e dos valores democráticos.


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