Greve de fome na cadeia de Monsanto terminou quinta-feira


 

Lusa/AOonline   Nacional   24 de Out de 2008, 11:41

A greve de fome de reclusos no Estabelecimento Prisional de Monsanto, em Lisboa, terminou quinta-feira, onze dias depois de ter início, disse à Lusa fonte da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais.
Segundo a mesma fonte, a greve terminou com a desistência do único recluso que ainda se mantinha em protesto.

    Há onze dias, 12 dos 44 reclusos no Estabelecimento Prisional (EP) de Monsanto iniciaram uma greve de fome.

    A advogada do espanhol Jaime Gimenez Arbe, conhecido como "El Solitário", o assaltante de bancos e homicida detido há um ano em Portugal, disse à Lusa na véspera do início da greve que os reclusos pretendiam protestar contra o ambiente de "agressão física e psicológica que afirmam existir naquela prisão".

    Lígia Borgini explicou que a acção visava chamar a atenção para alguns problemas que os reclusos dizem estar a viver naquela cadeia de alta segurança.

    "Os reclusos queixam-se que, se não fizerem o que os guardas querem, lhes retiram, por exemplo, as visitas conjugais e que os colocam em solitárias", disse.

    Por outro lado, adiantou, os presos também afirmam que muitas das queixas que fazem acabam por derivar em processos contra eles. O mesmo foi relatado à Lusa pela mãe de um dos reclusos.

    Fonte da Direcção-Geral de Serviços Prisionais (DGSP) disse à Lusa que aquele é um estabelecimento prisional com regras especiais, mas garantiu que nenhuma queixa fica sem averiguação e que não existem represálias.

    Num universo de 11 mil reclusos em Portugal, a prisão de alta segurança de Monsanto (com capacidade para 120) tem 44 presos.

    Segundo a DRSP, os reclusos que se encontram em Monsanto passaram por um processo de avaliação e estudo e, a qualquer momento, com nova avaliação, feita de três em três meses, podem ser transferidos para um regime normal.

    Relativamente a represálias ou a violação dos direitos humanos, a Direcção-Geral nega que tal aconteça naquele estabelecimento prisional.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.