Política

Governo anda a "reboque da agenda" do PSD

Governo anda a "reboque da agenda" do PSD

 

Lusa/AOonline   Nacional   3 de Nov de 2008, 11:28

O líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, acusou o Governo de andar “a reboque” da agenda política marcada pelos sociais-democratas, dando como exemplo o anúncio, sexta-feira, do concurso para o novo Hospital Central de Évora.
“É questão de dizer que, se o PSD não tivesse trazido para Évora as jornadas parlamentares, o Governo não vinha atrás da sua agenda. O Governo está sempre a reboque de uma agenda que estamos a marcar. Estamos a liderar a agenda política”, argumentou Paulo Rangel.

    O líder parlamentar dos sociais-democratas falava, em Évora, durante uma visita ao Hospital da Misericórdia, antes da sessão de arranque das Jornadas Parlamentares do partido na cidade alentejana, que começam ao início da tarde e terminam terça-feira.

    Paulo Rangel aludia ao concurso público internacional para a concretização do novo Hospital Central de Évora, que foi lançado sexta-feira, na cidade, numa cerimónia presidida pela ministra da Saúde, Ana Jorge.

    O novo hospital, uma reivindicação antiga por parte dos responsáveis locais e que chegou a ser assumido pela anterior governação do PSD, vai custar 94 milhões de euros, devendo entrar em obras em 2010, para abrir ao público em 2013.

    “É uma grande vitória das jornadas parlamentares do PSD. Ao marcarmos as jornadas em Évora, o Governo, que não tinha nada inscrito no Orçamento de Estado sobre o Hospital Central, anunciou na sexta-feira” a unidade, destacou Paulo Rangel.

    O líder parlamentar congratulou-se pela “vitória do PSD”, que conseguiu “centrar as atenções” do executivo “no Alentejo”.

    “Sabemos que, nomeadamente por razões demográficas, o Alentejo tem a necessidade de cuidados continuados, de apoio domiciliário, de centros de saúde muito evoluídos”, salientou Paulo Rangel, lembrando que, nesta área da Saúde, “o Governo tinha esquecido completamente” a construção do Hospital Central.

    “O PSD, mais uma vez, marcou a agenda ao escolher o Alentejo e ao obrigar o Governo a vir responder e cobrir a nossa aposta”, reforçou, afirmando também esperar que “não seja apenas mais um anúncio”.

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