EUA apoiam ONU em questões ambientais

EUA apoiam ONU em questões ambientais

 

Lusa / AO online   Internacional   28 de Set de 2007, 10:13

Os Estados Unidos apoiam os objectivos da ONU em matéria de Ambiente, declarou quinta-feira a secretária de Estado norte-americana Condoleeza Rice na abertura da reunião de Washington sobre alterações climáticas.
"Queremos que a conferência na Indonésia [em Bali] sobre as alterações climáticas seja um êxito", acrescentou Rice.

Os Estados Unidos levam “muito a sério as alterações climáticas”, disse a secretária de Estado, a anfitriã do encontro.

“As alterações climáticas são um problema para o qual nós contribuímos e, portanto, estamos preparados para aumentar a nossa liderança para fazer frente a este desafio”, afirmou.

A reunião de Washington é uma iniciativa dos Estados Unidos, que convidaram os 15 maiores poluidores do mundo, como a China e a Índia, e a União Europeia, para discutir as alterações climáticas.

No primeiro dia do encontro, que prossegue hoje, Rice esclareceu que o objectivo dos Estados Unidos é que os países definam voluntariamente limites para as suas emissões de dióxido de carbono.

“Cada país deve tomar as suas próprias decisões, com base nas suas próprias necessidades e interesses, nas suas fontes de energia e nas suas condições políticas”, defendeu, insistindo numa postura que contrasta a da UE e do Japão, que querem que sejam definidos limites de emissões comuns e obrigatórios.

Por outro lado, a secretária de Estado norte-americana reiterou que os Estados Unidos apostam na inovação tecnológica como resposta ao aquecimento global.

“O sistema actual não funciona e temos de o ultrapassar com uma revolução tecnológica”, disse Rice, que deu como exemplo o acordo assinado entre os Estados Unidos e o Brasil para a investigação e a promoção do etanol como combustível alternativo.

Em representação da União Europeia neste encontro está o secretário de Estado do Ambiente português, Humberto Rosa.

O tema já tinha estado em discussão na segunda-feira nas Nações Unidas, quando representantes de mais de 150 países estiveram reunidos em Nova Iorque.

O agendamento deste encontro por parte dos Estados Unidos, poucos dias depois ao promovido pela ONU, levou especialistas internacionais a encarar a reunião de Washington como uma forma de a administração norte-americana estar a preparar um boicote às decisões tomadas no âmbito das Nações Unidas sobre alterações climáticas.

Na agenda da ONU esteve a preparação das negociações do acordo pós-Quioto que começam em Dezembro em Bali.

Sobre o encontro promovido pelos Estados Unidos, que não ratificaram o protocolo de Quioto, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, declarou anteriormente à Lusa que se trata de uma iniciativa que "pretende juntar esforços das grandes economias para ver que ingredientes deverão compor o pacote climático".

Os Estados Unidos têm, no último ano e meio, assumido a importância das alterações climáticas, mas com uma postura diferente da União Europeia, pois recusam metas de redução de emissões de carbono, sugerindo antes estudar para cada sector económico o contributo que pode ser dado sem prejudicar a economia.

"É uma nova posição dos Estados Unidos, que pareciam estar arredados do tema das alterações climáticas. O encontro organizado pelos Estados Unidos seria negativo se fosse um processo paralelo e desviante. Mas está claríssimo que não", defendeu Humberto Rosa.

A União Europeia, pela voz de José Sócrates, defendeu na segunda-feira que a UE está "preparada para reduzir as emissões de dióxido carbono (CO2) em 30 por cento até 2020", mas isto "no contexto de um acordo internacional em que outros países desenvolvidos façam um esforço comparável e mais profundo em termos económicos".
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