Dívidas aos fornecedores do Serviço Regional de Saúde ameaçam postos de trabalho

 Dívidas aos fornecedores do Serviço Regional de Saúde ameaçam postos de trabalho

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Dez de 2011, 06:45

O presidente do CDS/PP nos Açores, Artur Lima, alertou hoje que as dívidas do setor da saúde a farmácias e a fornecedores colocam “em risco” postos de trabalho, apelando a uma solução “urgente” do problema.

“Lanço um desafio e um apelo, em nome dos fornecedores e dos açorianos, ao secretário regional da Saúde, para que resolva com urgência esta situação”, afirmou Artur Lima, defendendo que o problema “deve ser resolvido pelo devedor e não pelo credor”.

Artur Lima, que falava aos jornalistas na Horta, Faial, recordou que em 2008 o prazo de pagamento do Serviço Regional de Saúde aos fornecedores era de 30 dias, subiu para 60 dias em 2010 e em 2011 “é superior a 120 dias".

O centrista acrescentou que o Executivo regional socialista “agora até já nem paga”, acusando-o de ter esgotado “todos os prazos” e dever “milhões”.

Para o líder regional do CDS/PP, o principal problema é que esta dívida “coloque empregos em risco”, considerando “absolutamente inacreditável” que o secretário regional da Saúde, Miguel Correia, atribua a culpa aos credores.

Artur Lima, que reagia a declarações de Miguel Correia à Agência Lusa, considerou “injustificável” que este membro do governo açoriano compare as dívidas da saúde nos Açores e no Continente, frisando que também deveria comparar as listas de espera, que, disse, são nos Açores “o dobro e o triplo” das do Continente em muitas especialidades.

O secretário regional da Saúde reconheceu hoje a existência de problemas com fornecedores de medicamentos nas unidades de saúde dos Açores, mas considerou que “não é razoável” o corte no fornecimento decidido por algumas empresas.

“Esta posição não é razoável, tendo em conta que existem prazos muito mais alargados no Continente, onde há hospitais que pagam medicamentos aos fornecedores a 900 dias, quando nós pagamos a pouco mais de 120 dias”, afirmou Miguel Correia em declarações à Agência Lusa.

Para Miguel Correia, “existe margem para entendimento e para alguma cedência por parte dos fornecedores de medicamentos”, salientando que “não se compreende como é que no Continente se praticam prazos tão alargados no fornecimento de medicamentos a crédito e nos Açores, por passar os 120 dias, procede-se logo à suspensão de fornecimentos”.


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