Críticas à China persistem na Feira de Frankfurt


 

Lusa / AO online   Internacional   16 de Out de 2009, 17:33

A Feira do Livro de Frankfurt prosseguiu esta sexta-feira sob o signo dos debates políticos, e desta vez não foi apenas o país convidado de honra, a China, a estar no centro das atenções, mas também a Itália.
O escritor italiano Claudio Magris, que no domingo receberá, na Igreja de S. Paulo, em Frankfurt, o Prémio da Paz da Associação Alemã dos Editores e Livreiros, a mais alta distinção associada ao certame, criticou a “política pop” no seu país, sob a liderança de Silvio Berlusconi.

Magris afirmou que em Itália, e também na França de Nicolas Sarkozy, a política “já não respeita as regras clássicas da democracia, porque em democracia é impensável não reconhecer o Tribunal Constitucional”, disse o escritor, de 70 anos, aludindo aos recentes acontecimentos no seu país, onde o Supremo resolveu levantar a imunidade ao primeiro-ministro, decisão que Berlusconi criticou duramente.

O actor alemão Ralf Bauer, por seu turno, intercedeu a favor do povo do Tibete, e o Prémio Nobel da Literatura de 1999, Guenter Grass, no dia em que completou 82 anos, leu passagens do seu famoso romance “O Tambor”, apresentado há 50 anos na Feira do Livro de Frankfurt.

Bauer afirmou que o Tibete “é um exemplo para todas as injustiças do mundo”, durante a apresentação de um livro da autora tibetana Tsering Woesser sobre os violentos confrontos entre manifestantes desta minoria étnica e soldados chineses, na Primavera de 2008.

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